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Você conhece a história de Sergio Vieira de Mello? O filme que chega na Netflix, no próximo dia 17, intitulado Sergio, abordará muito pontos relevantes da vida do diplomata, único na história, mas muito certamente ficarão entrelinhas, que vão muito além da missão que lhe tirou a vida em 2003.

Sergio Vieira de Mello, passou de um radical dos anos 60 nas ruas de Paris, em um renomado pacificador e humanitário; alcançando o auge da diplomacia global ao longo de sua carreira de 34 anos na ONU.

Foi o responsável por muitas conciliações diplomáticas históricas entre as nações, incluindo Bangladesh, Sudão, Líbano, Camboja, Bósnia, Ruanda e a independência do Timor-Leste, tornando-a a primeira nova nação do século XXI; colocando sempre as ideologias políticas e focando na necessidade de empatia e respeito pelas dignidades humanas básicas das pessoas comuns.

Toda a dedicação de Sergio ao trabalho, afetou diretamente sua família, com a qual não tinha o contato que gostaria por não conseguir conciliar o tempo entre casa – trabalho com o mesmo sucesso que suas conciliações diplomáticas.

Esse distanciamento emocional, que se permitia foi esquecido quando conheceu a economista da ONU da Argentina, Carolina Larriera e ali se permitiu fazer planos mesmo sabendo que a guerra no Iraque poderiam inviabilizar seus planos. Sergio havia aceitado o trabalho por apenas quatro meses, após o qual ele e Carolina planejavam se mudar para sua cidade natal, Rio de Janeiro, onde reavaliariam o ritmo frenético de sua carreira.

A pedido do presidente Bush, Sergio aceitou a missão para Bagdá, reunindo sua melhor equipe, eperando um futuro melhor para o povo iraquiano após o fim da ditadura de Saddam Hussein. Chegando em Bagdá reabriu a antiga sede da ONU e rejeitou a proteção das tropas dos EUA estacionadas nas proximidades, esperando que o povo iraquiano percebesse que a ONU era independente e não fazia parte da ocupação americana.

O diplomata fez parte da primeira equipe a visitar, juntamente com Paul Bremer, um enviado do governo americano, a prisão de Abu Ghraib, onde os EUA visavam reabri-la afim de abrigar detidos iraquianos.

Mediante tamanha atrocidade, Sergio, juntamente com sua equipe, se preparava para desafiar publicamente e expor o uso excessivo da força e da violação dos direitos humanos por parte dos Estados Unidos, para com os cidadãos Iraquianos, quando em 19 de agosto de 2003, um caminhão-bomba explodiu diretamente sob seu escritório, derrubando o teto e a lateral do construção. O escritório de Sergio foi completamente destruído.

Dois Socorristas americanos tentaram por horas salvar Vieira de Mello, mas foram dificultados, pela logística, e até mesmo por insumos necessários. A Al Qaeda (Hoje, Estado Islâmico) assumiu a autoria do atentado que matou 21 pessoas.

A Morte de Vieira de Mello, foi uma perda circunstâncial para a ONU, era o fim de uma diplomacia pragmática, empática e com uma humildade permanente e um senso de dignidade em sua essência; Para o mundo; mas, mais ainda para o Iraque que permaneceu em Guerra Civil por anos.

Em 2018, os 15 anos da morte de Vieira de Mello foram lembrados pelo Instituto Rio Branco, em Brasília, com o lançamento do livro, de Wagner Sarmento, e do documentário Sérgio Vieira de Mello, O Legado de um Herói Brasileiro. Ambos os projetos demoraram 5 anos para serem concluídos.

Sergio estreia dia 17 de abril na Netflix.