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O mercado dos games só cresceu nos últimos anos, seja aqui no Brasil ou em qualquer parte do mundo. Alguns estudos indicam que, até o final de 2021, a receita neste setor deve bater recorde e ultrapassar a barreira de US$ 1 bilhão. Por aqui, o crescimento dos jogos eletrônicos pode ser visto com o avanço dos torneios oficiais de eSports. As competições estão ganhando mais estrutura, inclusive com shows de artistas que são mais próximos da comunidade gamer, como os rappers Emicida e Duzz.

Um dos eventos que mais chamou atenção recentemente foi o Mundial de Free Fire de 2019 aqui no Brasil. Durante a final do torneio, os músicos Mano Brown e MC Jottapê subiram no palco para fazer um show dedicado aos fãs de eSports. A presença dos artistas foi um grande sucesso, e mostrou uma evolução das competições de eSports, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Entretanto, como mostra o levantamento feito pelo blog Betway Insider, o Mundial de Free Fire não foi o pioneiro em aproximar artistas da música com os games. Na final da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o rapper Emicida realizou um show exclusivo para os jogadores e fãs que estavam acompanhando o torneio em São Paulo. Ele cantou a música “É só um joguinho”, e conseguiu uma grande aproximação com a comunidade de jogadores profissionais de eSports. 

Além desse show, e da música apresentada, o Emicida também realizou outras ações envolvendo o mundo dos games. Em 2018, por exemplo, ele produziu uma música em colaboração com o Yung Buda e o icônico Mano Brown para o jogo Rainbow Six Siege. A ideia era juntar alguns dos principais nomes do rap nacional, principalmente do trap, para mostrar que os eSports estão integrados com a nova geração.

Outras bandas e estilos

 

Apesar do maior sucesso do trap no mundo dos games, como mostra a reportagem realizada pela Betway, site de eSports bets, outros estilos também conseguiram se aproximar dos fãs de eSports. O artigo mostra que a banda brasileira de rock Far From Alaska, por exemplo, fez uma grande apresentação em 2019 durante a final entre Flamengo eSports e INTZ eSports no Campeonato Brasileiro de League of Legends.

No exterior, a música eletrônica costuma ditar o ritmo musical nas competições de diferentes jogos. Esse é o caso dos torneios de Counter-Strike, um dos jogos mais populares da atualidade. O DJ TheFatRat já tocou em diferentes torneios organizados pela ESL, porém o mais icônico foi em 2017, quando ele foi a atração principal no último dia de jogos da ESL One Cologne.

Todos esses eventos mostram como o cenário profissional de eSports está conseguindo ganhar uma estrutura mais rica. Desde 2015, os organizadores das competições buscam formas de chamar a atenção do grande público, e estão conseguindo fazer isso com a música. Alguns dos shows são até virtuais, como foi o caso da apresentação do rapper Travis Scott no universo de Fortnite. Ele reuniu mais de 27 milhões de fãs online em um show digital gratuito que durou cerca de 10 minutos.

Mais público nos torneios

Um dos principais desafios das competições de eSports no Brasil é conseguir um grande volume de torcedores. Apesar de algumas competições terem os ingressos esgotados em poucas horas, como foi o caso da ESL One Belo Horizonte em 2018, outros torneios acabam ficando quase vazios. Com mais de 20 milhões de torcedores por aqui, segundo dados do site Olhar Digital, a expectativa é de que todas as competições presenciais consigam lotar as arquibancadas.

Isso é algo que já está acontecendo, principalmente entre 2018 e 2019. As competições de eSports estão conseguindo um público maior no Brasil, e rapidamente vamos igualar números na audiência que apenas os Estados Unidos e a China conseguiram. Isso parece ser apenas uma questão de tempo, e 2022 pode ser o período mais importante desse crescimento.

Os torneios de eSports estão ganhando espaço na rotina das pessoas, e a música é uma das ferramentas que mais está sendo utilizada para isso. Com a presença de artistas do trap e do rap, estilos mais populares entre os gamers, é possível imaginar que o cenário musical vai conseguir ajuda no aumento de públicos nas competições oficiais de eSports do Brasil. Uma união cultural que mostra muito da riqueza do brasileiro no entretenimento.