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Bridgerton, série original Netflix adapta em 8 episódios, o livro ‘O Duque e eu’ de Julia Quinn; e acompanha duas famílias: Os Bridgertons e os Featheringtons. Ambas muito tradicionais na Londres do período regencial.

É o início da temporada e as jovens que deputaram para a sociedade, estavam em busca de um marido a altura de seus dotes, entre elas a Daphne. Esta, é uma das filhas da família Bridgerton. A jovem, dita como perfeita aos olhos da rainha, não busca só um bom partido, mas também o amor verdadeiro.

Mas assim como dito nos livros, as temporadas são sempre marcadas por muitos escândalos; e nesta, surge a Lady Whistledown. Uma escritora que relada em um folhetim, as maiores fofocas da alta sociedade.

E entre um pretendente e outro – e que nunca estavam a altura graças à seu irmão – Daphne, acaba esbarrando com o Duque. Simon é seu nome. Um cara mulherengo e que não almeja compromisso que ninguém. Entre Simon e Daphne é ódio a primeira vista.

O Problema é que os pretendentes que deviam estar olhando para Daphne, agora estavam cortejando a senhorita Thompson; uma jovem agregada dos Featheringtons, que esconde um grande segredo.

Um ponto extremamente interessante dentro da trama de Bridgerton é que os momentos onde há a narração de Lady Whistledown, funciona como uma espécie de respiro dentro da narrativa. Como se as falas da narradora amarrassem as pontas soltas, até então.

Bridgerton de fato engrena quando Dafne e Simon resolvem fazer um acordo, onde ambos de beneficiariam. O que acaba dando errado, pois ambos se apaixonam. Todo arco que envolve os dois é extremamente envolvente e desperta a curiosidade do espectador, que se vê ansiando por cada reviravolta.

Aa subtramas também são muito interessantes e nos deixa com “aquele gosto de quero mais”. Ainda bem que a segunda temporada já está confirmada. Não é mesmo?

E é impossível falar de Bridgerton sem falar da Shonda. Sua assinatura está ali, presente. Ela não podia deixar de tocar em pontos significativos no âmbito social, e mesmo falando de outra época da história a crítica ao machismo se faz presente, bem como o vislumbre da independência feminina. Os temas são muito orgânicos dentro da contação de história. Sutil e natural, ela consegue tornar os discursos atuais.

‘Bridgerton’ inclui um elenco extremamente diversificado e inspirado nos fatos históricos de que a verdadeira Rainha Charlotte era birracial. Mas a série não desafia somente a abordagem racial da época, mas também muda o que pensamos sobre sexualidade. Bridgerton celebra a sensualidade como poucos programas de época o fazem.

A trilha sonora é impecável, de ‘Thank U, Next’ à ‘Bad Guy’ tocada no violino em meio aos grandes bailes da corte.

A paleta de cores de Bridgerton é um show a parte e diz muito sobre a personalidade das famílias. Os Bridgertons são sempre retratados por tons claros de azul, lilás e rosa; que simbolizam a calma, a tranquilidade e a passividade; já os Featheringtons sempre estão usando tons vibrantes de amarelo e laranja, que simbolizam a paixão, a alegria e a excitação.

Em suma, com um final surpreendente e repleto de ganchos, a série nos deixa a sutil mensagem de que o amor é capaz de mudar tudo. Romântica, inovadora e inteligente, Bridgerton prova que histórias de amor nunca saem de moda.

 

Bridgerton estreia dia 25 de dezembro na Netflix