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Confesso que quando vi a lista de indicações das principais premiações, o título ‘Bela Vingança‘ me chamou a atenção, mas imagens do filme era algo que me fazia relutar em dar o play, mas segui em frente; e ao longo de pouco mais que duas horas vi um espetáculo, não só de produção mas de crítica social, em forma de thriller.

Contextualizando, ‘Bela Vingança’ acompanha Cassie, uma jovem promissora mulher (fazendo um trocadilho com o título original), que embarca em uma missão: Se fingir de bêbada, para ver quão longe homens estão dispostos a ir sexualmente com alguém incapaz de dar consentimento; para assim lhes dar uma lição. Que lição é esta? Bem, isso fica a cargo de nossa imaginação.

Cassie, é focada na sua missão e parece ser fechar para o mundo; Tudo isso com o objetivo de vingar a morte de sua melhor amiga, abusada por rapazes, ainda na universidade de medicina.

A construção do filme é extremamente envolvente, e funciona como uma montanha-russa de sentimentos, no momento que Cassie se permite “viver” novamente. Há uma quebra de ritmo, mas nada que diminua a proposta, pelo contrário, sinto que é  proposital para vislumbrarmos como nós mulheres podemos ser fortes e vulneráveis na mesma intensidade.

‘Bela Vingança’ traz a verdade nua e crua, e um lembrete constante do machismo estrutural, do ego frágil masculino, e de como o movimento feminista, se faz necessário.

Carey Mulligan é surreal,  sua versatilidade impressiona ao entregar tanto o lado cômico de Cassie, quanto seu lado sombrio.

Quando se esta assistindo ‘Bela Vingança’, é impossível imaginar o caminho que o longa irá seguir, muito menos suas reviravoltas, e é isso que o faz surpreendente hipnótico. Óbvio que defeitos existem, principalmente do ritmo como mencionei acima; contudo, não se deixe enganar, ‘Bela Vingança’ faz jus as suas indicações e vale muito sua atenção.

‘Bela Vingança’ chega em abril nos cinemas.