A segunda temporada de Hanna promete cada vez mais entreter com uma boa dose de ação e se aprofunda nas questões fundamentais humanas como  pertencimento, amor e irmandade.

Sinopse: Após sua descoberta no final da primeira temporada, Hanna agora sabe que não é a única jovem com habilidades e treinamento de elite incomparáveis. O programa Utrax produziu um grande número de adolescentes altamente treinadas, cujo desenvolvimento está prestes a atingir a “segunda fase” letal. Esmé Creed-Miles reprisa o papel-título de “Hanna” e Mireille Enos retorna como agente da CIA “Marissa Wiegler” em uma temporada que apresenta Dermot Mulroney como superintendente de Utrax “John Carmichael”.

Como era de esperar Hanna começa exatamente onde fomos deixados no ano passado. Ela agora precisa lidar com a perda de seu pai e todo o treinamento que teve durante sua vida inteira, passa a ser ensinado a sua mais nova amiga Clara. Mesmo as duas tendo uma grande identificação, é claro que Clara não está satisfeita em se esconder e morar na floresta como Hanna. As duas vieram do mesmo lugar, porém Clara não teve o amor paternal que a amiga teve e isso fica muito claro logo nos primeiros episódios.

Como o complexo da Ultrax foi exposto por Erik, muito dos processos agora estão cada vez mais cuidadosos e a busca pelas duas garotas parece se intensificar cada vez mais. Mesmo com Hanna sendo uma ameaça, o projeto segue seu rumo e seu propósito e é através de Marissa que agora temos um olhar muito mais intimista sobre os acontecimentos de lá.

Logo podemos ver a segunda fase do projeto sendo posto em prática. Quem iria acreditar que garotas de 18 anos, na verdade seriam pequenas assassinas com o DNA geneticamente modificado? Se uma Hanna já dava trabalho, imagine ter que cuidar de 30 meninas, com diferentes personalidades e a vontade de pertencimento no mundo a flor da pele. Não é simplesmente dar roupas e um roteiro de uma vida inteira que você pode esperar que elas sejam apenas soldados treinados que irão respeitar as ordens de seus superiores. Na verdade isso será um dos temas centrais de toda a temporada. 

Elas agora vivem em um complexo chamado The Meadows, que parece como uma escola do X-men, mas a proposta lembra muito mais a produção em massa de Viúvas-Negras na sala vermelha. É incrível o quanto o roteiro conseguiu trazer a inocência, a individualidade e a raiva presente em cada uma das personagens.    

Se na primeira temporada tivemos Erik como um pai para Hanna, nessa segunda fase da série é claro que teríamos muito mais de Marissa, praticamente se tornando mãe da garota impulsiva. A dinâmica das duas é tão boa que consegue suprir toda a ausência de seu ’pai’ durante a primeira fase. E é claro que a introdução de novos personagens só acrescentaram para que todas as perguntas deixadas na primeira temporada fossem respondidas.

Com muito mais ação e um investimento mais forte na fotografia e nas jogadas de câmera, Hanna nos entrega uma segunda temporada superior a primeira e muito fiel a sua proposta desde o início. Como disse sobre a primeira temporada, o roteirista e criador da série não tem medo de contar a história sem medo de arriscar em ir com calma que explicando de forma natural e orgânica todo esse universo. Vale totalmente a sua maratona e nos deixa com vontade de continuar assistindo uma terceira temporada quem sabe?

As duas temporadas de Hanna já estão disponíveis no Prime Video.

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