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Tivemos a honra de participar da pré estreia do novo documentário da Netflix, ‘Emicida: Amarelo – É Tudo Pra Ontem‘ que contou com a participação do próprio Emicida (Leandro Roque de Oliveira).

“A ideia do documentário é a de colocar pessoas em contato com uma história que as façam se perguntar se já houve neste país tanta grandiosidade, por que essas histórias vão sendo, de alguma maneira, invisibiizadas e esquecidas?” – Emicida sobre ‘Emicida: Amarelo – É Tudo Pra Ontem’

O documentário filmado no municipal em 2019 e dirigido por Fred Ouro Preto, é uma lição de storytelling e um resgate da história da cultura brasileira com importantes figuras negras que tiveram suas vidas apagadas, como uma incrível aula sobre diversidade. A produção intercala trechos do show, com fases da carreira do Rapper e momentos/ fatos históricos; aliados a narração do próprio Emicida.

“Não tem como você lutar por liberdade pela metade” – diz Emicida no diálogo com Pablo Vittar e Majur que viriam a dividir o palco com o músico no espetáculo. Tal momento emociona por tamanha sensibilidade e verdade e representa muito do que o filme quer nos dizer.

E é entre uma música e outra, que entendemos a relevância dessa contação de história, e como foram os artistas negros, enaltecidos neste projeto, que constrúiram muito da música brasileira. O pop e sua linguagem, não só facilita o absorver do conteúdo, como também deixa tudo mais leve, já que o que vemos em tela tem um peso e uma relevância ímpar. 

‘Emicida: Amarelo – É Tudo Pra Ontem’ emociona, e mostra que unidos somos mais e que nunca, podemos deixar que histórias sejam apagadas, muito menos questionar a dor do outro se esta nunca foi a nossa. O Brasil, é um país racista e cabe a nós enxergar isso. O filme documental desenha essa luta ao longo dos anos, e deixa claro que tais fatos não podem ser excluídos da história do Brasil.

O documentário é não só, uma Ode a carreira do rapper, mas também de toda a relevância que ele tem no cenário musical e do movimento negro, sem esquecer todos que vieram antes, os heróis esquecidos pela história. Vale cada minuto do seu tempo, apreciar essa obra de arte audio-visual.

“São quatro décadas que separam a nossa ascensão ao palco do Theatro Municipal do encontro das pessoas do MNU naquelas escadarias. Então subir ali e gritar ‘obrigado, MNU’ pro mundo é para que eles saibam que é da luta deles que nasce um sonhador como o Emicida“, diz o rapper. “Quando eu cheguei aqui, tudo era impossível, qualquer coisa que falávamos era tida como problemática e improvável de se realizar. Hoje, não é mais. E é dessa forma que quero que lembrem do meu nome no futuro, como alguém que sabia que o impossível era grande, mas não maior que si. O palco do Municipal abrigou alguns dos mais importantes movimentos da arte do planeta e acho que caminhamos para ser isso”, completa Emicida.

O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.