Biohackers chega na Netflix com muita ciência e mistério na medida

Biohackers, nova série alemã da Netflix, estreou ontem (20 de agosto) na plataforma depois de ter tido seu lançamento adiado por possuir na visão dos criadores, “cenas perturbadoras“, já ganhou o público com uma trama amarrada, mistérios e muita teoria da conspiração.

A série de apenas 6 episódios, acompanha Mia, uma jovem estudante de medicina, que decide a todo custo entrar para a equipe de manipulação genética de uma conceituada professora e pesquisadora da instituição. Seu objetivo: Vingar a morte do irmão.

Somos introduzidos, no que parece ser um trem onde os passageiros simplesmente desmaiam com sintomas de ataque cardíaco e logo voltamos 2 semanas antes para compreender toda a trajetória de Mia.

A narrativa do show intercala linhas temporais, que não tornam a história confusa, mas que se faz necessário para compreender as motivações da protagonista, o desenrolar do seu plano e finalmente as consequências. Christian Ditter, o criador do programa é extremamente assertivo nesta construção.

Mistérios que envolvem traumas e segredos do passado, ciência ilegal e mentiras para se alcançar um objetivo é o que conduz a trajetória de ‘Biohackers’. Contudo, o programa possui elementos em paralelo dignos de atenção, entre eles a abordagem do uso excessivo das redes sociais e qual é o limite para se ter visibilidade? Outra abordagem significativa, e que caminha em paralelo com a história principal é o drama de Jasper e sua doença incurável, e como ele se permite ser “cobaia” de maneira inconsequente. De maneira superficial, mas também existente, temos nos primeiros momentos do show a seguinte fala: “Deus será obsoleto” dita pela Dra. Tanja Lorenz ao explicar sua pesquisa aos alunos, introduzindo no espectador o famigerado debate Ciência x Religião que tanto se estende nesse âmbito.

É preciso destacar as atuações. O elenco é honesto e sustenta o peso narrativo e dramático que a produção pede, mas vale citar o ator Adrian Julius Tillmann que interpreta o Jasper; ele consegue transitar entre inúmeros sentimentos de forma natural, sem soar forçado; e cito ele, principalmente pois ele é um dos elementos fundamentais na narrativo, chegando a brilhar mais que a própria protagonista.

Por mais que não veja isso, acredito que as linhas temporais possam sim, desagradar parte do público. Mas o que tenho a dizer é: se permita. ‘Biohackers’ é um show com conteúdo agregador de conhecimento, é daquelas produções que além de oferecer ensinamentos teóricos sobre ciência, também possui uma história realmente envolvente que vale sua atenção.

Biohackers já esta disponível na Netflix.

LEIA MAIS SOBRE SÉRIES