Chegava aos cinemas em 1939, O Mágico de Oz. O filme é simplesmente um dos clássicos mais emblemáticos de todos os tempos, que lançou Judy Garland (ao mesmo tempo que acabou com sua vida), e contou com uma série de efeitos, muito a frente do seu tempo. No entanto, uma série de fatos e curiosidades, nos levam a crer que mesmo a mensagem de O Mágico de Oz, se tratar de algo positivo, tudo em torno da produção pode não ser tão lindo assim.

Publicado em 1901, o clássico “O Mágico de Oz“, de Lyman Frank Baum, nunca foi só um livro infantil. Desde o início, ele foi usado pelo autor como uma alegoria do movimento populista americano do século XIX.

A leitura semiótica da trama, para o autor indicava a quebra da Hegemonia do ouro nas Américas, introduzindo a prata, e assim tirando os donos das indústrias do poder, que eram republicanos.

EXPLICANDO: Dorothy usava sapatos prateados, e ao caminhar pela estrada de tijolos amarelos, indicava que agora, a prata estava acima do ouro.

MAS E O QUE TEM A VER COM O CINEMA?
Os sapatinhos finais, que são de rubi, indicavam o fato de O mágico de Oz, ser um dos primeiros filmes coloridos do Cinema.

Já que estamos falando de cinema, como dito parágrafos acima, os bastidores do filme tiveram muitos altos e baixos, procuramos listar aqui algumas desses fatos que certamente farão você ver a adaptação de uma forma diferente:

AGRESSÃO
A Atriz Judy Garland, estreou em O Mágico de Oz, e assim como detalhado na sua recente cinebiografia Judy, a atriz foi abusada por diversas vezes psicologicamente, e pasmem fisicamente também. O diretor Victor Fleming esbofeteou a atriz, que tinha apenas 16 anos, no set. Tudo porque a atriz não conseguia parar de rir em uma cena onde contracenava com Cowardly Lion.

QUEIMADURAS
Dessa vez não aconteceu com Judy, e sim com Margareth Hamilton que viveu a bruxa, no entanto, a maioria de suas cenas foram cortadas na edição final do filme. A atriz sofreu queimaduras, por conta de uma explosão no set que atingiu seu rosto derretendo a maquiagem que continha cobre. A remoção, necessitou de um solvente que causou ainda mais dor e danos à atriz.

NADA A SE ORGULHAR
Os atores Jack Haley e Ray Bolger reclamaram de seus personagem e disseram não se orgulhar do filme. Jack contou que não conseguia sentar com a roupa do Homem de lata e para descansar ele precisava ficar encostado em uma placa. Já Ray, falou que as próteses que usava, causaram cicatrizes em seu rosto que o impossibilitou de conseguir outros trabalhos até 1941.

MUNCHIKNS
Os anões contratados faziam parte de um grupo musical chamado The Singer Midgets. Foi sabido posteriormente que eles aceitaram o convite pois eram judeus e estavam fugindo da Europa por conta da segunda guerra, já que pessoas pequenas estavam sendo dizimadas pelos Nazistas. No entanto recebiam somente 25 dólares, enquanto o Totó recebia 150 dólares por semana.

TÓXICO
A neve usada no set, era feito de amianto, uma materiais extremamente tóxico.

Uma das melhores partes da produção quase ficou de fora, que é a canção Over the Rainbow. Contudo, o longa foi um fracasso total de bilheteria, tendo destaque em pouquíssimos países, já quando foi para a televisão mais de 44 milhões de pessoas assistiram!

Mesmo com tantas questões negativas, mas necessárias de se saber; é fato que a história de O mágico de Oz toca nos corações e nos transmite muitas lições; onde cada vez que você assiste, é possível perceber algo que deixou passar, além de transcender gerações se tornando, realmente, um clássico atemporal.

Conta pra gente qual mensagem O mágico de Oz te transmite?

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