Oie! Como muitos de vocês talvez já saibam, sou muito fã do Japão e todas as coisinhas fofas oriundas de lá. Então, claro que eu não poderia deixar de gostar dos mangás, os maravilhosos, sensacionais, mágicos, magnânimos e exuberantes quadrinhos japoneses. Na verdade, eles fazem parte da minha rotina, porque é bem raro o dia em que eu não leia algum trecho… Sério! Corram para as colinas e se salvem! Não continuem a partir daqui, ou vocês estarão se expondo ao risco de adquirir um vício tão sério e doentio quanto o meu! kkkkkkkkkkkkk. Por isso, hoje eu resolvi vir aqui e ajudar todos que estão começando a se viciar mortalmente conhecer o mundo dos mangás ou, que ainda se percam nas categorias, a compreender a vasta classificação que as revistas lidas de trás pra frente tem a oferecer.

Classificação? Tem isso, Luciana? Como assim? Sim, os mangás são classificados em muitas categorias. Ao meu ver, uma coisa bem prática a partir do momento que se começa a entender os termos. Afinal, evita você ler uma história esperando um tipo de desenrolar no enredo e dar com outro. Os termos de classificação – talvez você até já tenha visto/ouvido por ai, como josei e shoujo – definem coisas como maturidade do enredo, tema, faixa de idade do publico alvo e afins. Então, vem comigo que vou explicar!

É claro que o melhor para começar é o SHOUJO! É a opção mais comum e fácil de achar quando se fala em mangá, pois é uma das categorias mais populares. Tanto que com certeza você já conhece alguns títulos, mesmo sem saber! Shoujos são histórias voltadas para mulheres jovens (Nada contra se você for um cara e ler, ainda vou te achar o máximo!), entre 10 e 18 anos, e normalmente o enredo se desenrola ao redor de uma protagonista jovem, quase sempre uma estudante colegial, romântica e sonhadora. E sim, é exatamente o que você está pensando, aquilo que chamamos de água-com-açúcar! Com histórias doces, com fé no amor e na esperança, com protagonistas que são tão fortes quanto ingênuas… Os melhores e mais conhecidos exemplos que eu posso dar?  O meu favorito, Sailor Moon, além de Kimi ni Todoke, Vampire Knight, Fruits Basket e Faster Than a Kiss.

E existem, às vezes, algumas categorias que eu particularmente, classifico como compostas, que seriam as categorias definidas, mas que tem alguma coisa extra. No caso do shoujo – que não poderia deixar de ter, já que é tão popular – podemos citar o Mahou Shoujo ou Magical Girl, que tem o mesmo tipo de faixa etária, enredo e afins que citei acima, mas acrescido o fato da protagonista ter poderes mágicos. Exemplos são, novamente, Sailor Moon, Majikku Naito Reiāsu (Guerreiras Mágicas de Rayearth) e Card Captor Sakura.

shounen

Na sequência, vamos falar do SHOUNEN! Podemos dizer que o Shounen é o outro lado da moeda do Shoujo, já que suas histórias são voltadas aos homens jovens, entre 10 e 18 anos (Dane-se, porque eu leio mesmo não sendo menino e curto muito, viu? U_U ) e, ao invés de focar no romance e doçura, trás protagonistas masculinos jovens, que também podem ser estudantes, e que normalmente vivem alguma aventura fantástica e mirabolante, com batalhas pelo bem do mundo, universo, time e afins. São histórias sempre repletas de ação, embora algumas vezes se voltem pro romance ou comédia. Exemplos desta categoria (Dúvido você não conhecer pelo menos metade da lista! Se não conhecer, vou te achar um ET! kkkkkkkk) são Dragon Ball, One piece, Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Bleach, Death Note, Prince of Tennis e, meu favorito aqui, Full Metal Alchemist.

jousei

Mas claro que o mundo dos mangás não fica só em histórias cheias de primeiros amores, batalhas épicas, mágica e fantasia (Embora isso seja muito legal!). Nossa próxima categoria é o JOSEI, cujas histórias são destinadas às mulheres que já deixaram a adolescência. Com enredos mais maduros, essa classificação se volta menos à fantasia e trás como principais personagens mulheres adultas, que já trabalham e lidam com dramas mais realistas como casamento, carreira, família e relacionamentos maduros (Os suspiros sonhadores e as palpitações por uma simples troca de olhares já não são o destaque aqui, então podemos dizer que está mais pra uma novela em quadrinhos, cheia de reviravoltas). E, essas histórias, ainda podem contar com um ecchi mais forte ou um hentai mais leve (Se você não tem familiaridade com esses termos, ecchi significa que contêm cenas, frases ou ações com algum sentido obsceno ou fan service – mostra partes do corpo, insinua duplo sentido ou intenção sexual mesmo, o que é muito comum em muita coisa no Japão, e você vai encontrar até mesmo nos shoujos e shounens –  e, hentai, significa conter cenas de sexo mesmo, mas que eu digo “leves”, porque não mostram detalhes ou pornografia pesada como um mangá classificado como hentai desde o inicio 😉 ). Como exemplos temos Nana – que é um titulo mais conhecido e até já comentado aqui no blog, SP x Baby (Meu favorito, ri muito com esse, porque tem cenas engraçadas), Pureblood BoyfriendMidnight Secretary (Ótimo também! Curto quando tem sobrenatural!) e Hapi Mari.

seinen

E se temos histórias para mulheres mais maduras, claro que teremos o outro lado dessa moeda, com histórias para homens mais velhos e que também já saíram da adolescência, o SEINEN. Nos mangás dessa categoria, imperam conflitos pesados, ou enredos com muito mais conteúdo sexual, violência e menos fantasia. Quando acontecem histórias com alguma fantasia (Sim, aparecem menos, mas existem nesta categoria também!), elas geralmente contém cenas de violência gratuita (Não estranhe ver muito mais sangue jorrando) e um enredo mais macabro. Os exemplos que posso dar são Onepunch-Man, Tokyo Ghoul, Gantz, Ajin e, os meus favoritos, Nana to Kaoru e Chobits.

harém

Uma outra categoria, que eu particularmente acho divertida, é o hāremu ou HARÉM, um tipo de comédia romântica. Normalmente o que acontece nessa categoria, onde é mais comum o público alvo ser de ambos os sexos e ter entre 12 e 18 anos, é existir um protagonista que está sempre rodeado por 3 ou mais personagens do sexo oposto. Claro que essa situação gera momentos ecchi e, por consequência, já que os “casais” nunca estão sozinhos, hilários (são os melhores, é sempre nas horas mais constrangedoras!). Como exemplos posso citar o meu favorito, Tenchi Muyo!, Kiss x Sis, Rosario to Vampire e Love Tiger.

gender bender

E já que estamos nos mangás com situações engraçadas ou constrangedoras, podemos seguir falando de outra categoria cheia disso, o GENDER BENDER! Ao contrário das outras categorias, que focam no sexo de seu público alvo, esta categoria se baseia no sexo do seu personagem principal. Como assim? Ficou louca, Luciana? Não entendi isso! Bem, não pirei nem nada disso! Essas histórias são pra quem curte comédia, situações constrangedoras ou inusitadas e complicadas. Normalmente o que acontece nessa categoria é o personagem principal mudar de sexo por alguma razão, como uma maldição, magia ou, apenas se vestir para parecer o que não é mesmo e enganar as pessoas para fazer coisas como entrar em uma escola desejada ou conseguir trabalho. Ai, claro que haverá situações como declarações amorosas indesejadas ou “inadequação” ao novo corpo! Muitas vezes essa categoria empresta características de outras, mas sempre será uma história oscilando entre o complexo e o hilário. Meus exemplos são Ranma 1/2, Byaku Cafe, Honey Sweet Kitchen e Sweet Blood.

yaoi e yuri

A próxima categoria na verdade são duas: YURI e YAOI. Resolvi juntar as duas porque, na verdade, são quase a mesma coisa, exceto pelo foco principal, kkkkkkkkkk. Ok, vamos explicar! Os dois se referem a histórias recheadas de relações amorosas, que emprestam características de outras categorias e, os mangás das duas, tem “cenas quentes”, embora não cheguem a ser hentai (Isso é quase uma mentira, porque tem vários que chegam bem perto disso! kkkkkkk). Mas a questão é que essas relações são entre pessoas do mesmo sexo. Yuri é a relação entre garotas, Yaoi entre garotos. Eu leio “de boas” as duas categorias. Na verdade, AMO Yaoi! Acho que as histórias tem um pouco de tudo, e algumas combinações me agradam muito (E não estou falando da parte quente, tá? Gosto do ritmo “novela” da coisa). Como exemplos no Yuri temos Collectors, Yuri Hime Wildrose e Love Sign. Já no Yaoi temos Omae wa Hitsuji, Honto Yajuu (Ri muito com esse!), Ameiro Paradox e, o meu preferido de todos os tempos, Koisuru Boukun (Por favor, repare em mim, Senpai!) que, se você decidir ler, ficará melhor depois de ler a prequelChallengers, que foi onde a história começou e fez sucesso (Os principais da minha favorita eram secundários na prequel 😉 )

Uma coisa curiosa: muitos mangás tem o que chamamos de Shoujo ai (Ai, em japonês, significa amor), que são relações insinuadas ou até apontadas entre garotas, e como exemplo posso te dar Haruka e Michiru (Aka Sailor Urano e Sailor Netuno), de Sailor Moon (É, se você viu o anime dos anos 80, onde elas eram “primas”, saiba que você foi enganado, tá? Isso foi uma artimanha pra passar pela rígida censura dos EUA). E claro que temos o outro lado da mesma moeda também! O Shounen ai faz a mesma coisa, só que com garotos. E o exemplo que tenho pra você é a dupla Touya e Yukito (Aka irmão da Sakura e Yue) de Card Captor Sakura.

E então é isso! O principal das categorias dos mangás está ai! Se você estiver começando a ler e já virou um viciado sem volta tiver algum termo ou categoria que queira saber mais à respeito, me conte nos comentários! Ficarei feliz em explicar, ok? Beijinhos e até a próxima!

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