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Se você não conhece a história de Sergio Vieira de Mello, o novo original Netflix é uma ótima oportunidade. A ONU e a Humanidade perdeu um grande homem em agosto de 2003. Sergio, havia sido o escolhido na missão à Bagdá, pós queda de Saddam Hussein; o ocorrido marcou uma grande mudança comportamental na instituição [ONU ] que, hoje, raramente participa de mediações em conflitos mundiais.

Como outros filmes, que contam histórias reais a partir de uma tragédia, Sergio se desenvolve, apresentando as relações de causa e efeito, intercalando o momento presente, com o passado, com momentos significativos e relevante do personagem, e como as pessoas a sua volta foram/eram importantes de alguma forma.

Dirigido por Greg Barker, que anteriormente já havia feito um documentário sobre Sergio em 2009, conduz a narrativa com maestria, e não se prende a uma única questão e isso pode vir a incomodar pessoas que querem resposta.

De maneiras distintas, as cenas do passado nos mostram detalhes da vida de Sergio, os problemas familiares, a saudade do Rio de Janeiro, o tato com as pessoas e como lidava com as questões políticas, a necessidade de ser “livre”, Carolina… Tudo de maneira simples, sem aprofundamento.

Wagner Moura, se apropria do personagem; na postura, na fala… Wagner, ali é Sergio. Ana de Armas, como Carolina entrega a doçura e força necessária em todos os momentos. A química dos atores em cena é inegável e muito disso, justifica a narrativa envolvente da história.

A fotografia, que vem sendo preparada desde 2018, conversa com todos os momentos do filme, as cores, a luz… São detalhes que tornam ainda mais significativos e intensas as cenas.

O atentado assinado pela Al Qaeda, controverso até hoje, levanta várias questões, já que tudo aconteceu após Sergio ter vistoriado a Prisão de Abu Ghraib (que os EUA queria reabrir) e relatado à ONU. Essa passagem de tempo é confusa, e não nos dá uma perspectiva real de tempo/espaço; No entanto, o filme não segue essa linha. Terão sim questões políticas, sim elas estão lá (E para bom entendedor, pingo é letra), mas a história não é sobre isso, a cinebiografia, presta uma homenagem a esse homem, retratando de maneira honesta e respeitosa o seu legado.

Sergio é daqueles filmes que você assiste e sem dúvida termina mais reflexivo, e ansiando por saber mais. Fiquei assim e espero que você fique também.

Sergio estreia dia 17 de abril na Netflix.

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