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A Pipoca é quase que um item obrigatório quando vamos ao cinema. O cheiro da manteiga no ar é quase que uma jogada de marketing para os grandes exibidores. A história da pipoca é longa e se cruza com a história do cinema.

Tudo começou…
cerca de 8000 nos atrás, quando o milho era cultivado a partir do teosinto, uma grama selvagem que não se parece muito com o milho moderno que conhecemos hoje.

A Pipoca que conhecemos é um nome associado principalmente a grãos de milho tufados, que é na verdade, uma variedade de milho, que aumentam a pressão interna quando colocada sobre o calor.

Quando a pipoca chegou à parte leste da América do Norte, ela se espalhou rapidamente. Em meados de 1848, pipoca, como lanche, foi incluída no dicionário de americanismo, estando presente especialmente em locais de entretenimento como circos e feiras. No entanto, nos teatros ela não era permitida.

Em 1885, a primeira máquina de pipoca a vapor chegou às ruas, inventada por Charles Cretor. Contudo, nos cinemas a pipoca continuava sendo proibida. A questão é que, os cinemas estavam tentando atrair uma clientela intelectual e não queriam lidar com o lixo ou com o barulho perturbador que um lanche causaria durante a exibição.

Em 1927 os filmes começaram a ter sons, e com isso não se fazia necessário ser alfabetizado para que pudesse ver os filmes; e em 1930 o público semanal dos cinemas chegava a 90 milhões; e justificativa de que o barulho dos lanches incomodaria, não colava mais, no entanto, ainda assim os proprietários ainda não concordavam.

E foi na época da grande depressão que a pipoca chegou com força. Em busca de uma diversão barata, o público foi ao cinema. E com 5 a 10 centavos o saco, a pipoca era um luxo que a maioria das pessoas podia pagar. Assim eles levavam o lanche de maneira “clandestina” para as sessões, se tornando assim o lanche clandestino original para se ver filmes.

Os primeiros cinemas não foram construídos para acomodar as primeiras máquinas de pipoca, muito menos ventilação adequada; com isso eles se viram “obrigados” a alugar o lobby dos estabelecimentos para que os vendedores pudessem vender assim o famigerado snack.

Na mesma época os cinemas perceberam que precisariam eliminar os intermediários para que obtivessem lucro, de fato e isso ajudou muito administradores durante a grande depressão.

O preconceito ainda existia e em meados dos anos 30 o ramo dos cinemas voltou a afundar e os estabelecimentos começaram a distribuir pipoca gratuitamente.

O divisor de águas para que o entendimento da necessidade da pipoca ou de qualquer outro lanche nos cinemas aconteceu em Dallas, quando uma grande rede de cinemas instalou máquinas de pipoca em 80 cinemas, mas se recusou a instalar máquinas em seus cinco melhores cinemas, que consideravam de alta classe para vender pipoca. Em dois anos, os cinemas com pipoca viram seus lucros disparar; os cinco cinemas sem pipoca viram seus lucros cairem no vermelho.

Em 1945, a pipoca e o cinema estavam totalmente ligados; e com o passar dos anos a pipoca virou artigo de Luxo.

A cada ano, promoções, e formas mais variadas de consumo e de formas e sabores são consumidas pelo público e não é mais possível assimilar um filme que não tenha uma pipoca de acompanhamento