15 anos depois, o elenco de ‘O DIABO VESTE PRADA‘ se reuniu para falar do filme que adapta o livro de mesmo nome de Weisberger, e sobre um possível final alternativo que a história teria. [Via EW]

O filme a frente do seu tempo, mostrava os bastidores de uma revista de moda, e um retrato contundente de mulheres no poder.

Com um título matador e 50 páginas de um manuscrito, os direitos do livro, foi comprado pela Fox 2000 em 2002, e o trabalho no filme começou antes da publicação do romance. A produtora Wendy Finerman e a Fox contrataram os escritores Peter Hedges, Howard Michael Gould, Paul Rudnick e Don Roos para moldar a história, mas seu roteiro relativamente convencional não funcionava.

“Algo em mim reagiu a cada batida do roteiro na época. Foi uma história de vingança. Foi muito satírico. Eu simplesmente senti que não poderia fazer isso e fiz tudo o que pude nas semanas seguintes para me livrar da reunião. … Apresentei minha visão para o filme, que era a de que Miranda é a heroína, não a vilã, da peça e que essa era uma história de amadurecimento para Andy aprender o que era necessário para ser ótimo em alguma coisa.” – Conta DAVID FRANKEL, diretor do filme.

O estúdio concordou com a visão de Frankel e, em 2004, o diretor contratou Aline Brosh McKenna para escrever um roteiro novo, com o objetivo mútuo de posicionar Priestly como uma celebração de mulheres que não se desculpam.

Antes de Streep, Michelle Pfeiffer, Glenn Close e Catherine Zeta-Jones foram os possíveis nomes para viver Miranda Priestly, no entanto, uma ligação do chefe do estúdio, Tom Rothman, confirmou Streep em 2005, e ela se reuniu com a equipe em sua casa em Nova York para discutir o roteiro.

“Eu não estava interessado em fazer um filme biográfico sobre Anna; Eu estava interessado na posição dela na empresa. Eu queria assumir os fardos que ela tinha que carregar, além de ter uma boa aparência todos os dias.” – Explica MERYL STREEP

“Era importante [para nós] que ela não fosse apenas uma chefe difícil, mas que ela incorporasse um certo valor em relação às pessoas serem dispensáveis ​​a serviço do que, para ela, é um objetivo maior, e que ela venera moda e a revista”. – Complementa roteirista ALINE BROSH McKENNA.

 

Para viver Andy, Rachel McAdams, Scarlett Johansson, Natalie Portman, Kate Hudson e Kirsten Dunst foram consideradas, no entanto, Anne Hathaway fez uma grande campanha para conseguir o papel: “Eu me lembro dela sentada no meu sofá em meu escritório e explicando por que ela queria fazer isso, por que ela teve que desempenhar esse papel, e dando notas de roteiro sobre o terceiro ato. Quando eu olho para trás, não era exatamente o que acabamos fazendo, mas suas sensibilidades estavam completamente alinhadas com o que acabamos fazendo … Annie nunca desistiu. Ela nunca parava de fazer campanha, ligar, ia ao escritório [executiva da Fox] Carla Hacken e escrevia em seu jardim zen: “Contrate-me”.” – Conta ELIZABETH GABLER, ex-presidente da FOX.

“Esperei pacientemente até chegar a minha vez e recebi a ligação. Foi o sim mais fácil do mundo. Lembro-me do momento em que descobri que consegui o papel, simplesmente corri gritando pelo meu apartamento. Eu tinha um monte de amigos na época, eu simplesmente pulei na sala de estar e gritei: “Eu estarei em O DIABO VESTE PRADA!” – Complementa HATHAWAY.

O papo ainda mencionou sobre a dificuldade de conseguir a participação de alguém do mundo da moda, até que Gisele Bündchen , foi contratado para um pequeno papel: “Eu tive uma enorme dificuldade para encontrar alguém no mundo da moda que falasse comigo, porque as pessoas tinham medo de Anna e da Vogue, não queriam ser rejeitadas. Houve uma pessoa que falou comigo, cujo nome eu nunca irei divulgar, que leu e disse: “As pessoas neste filme são muito legais. Ninguém nesse mundo é muito legal. Eles não precisam ser, e eles não têm tempo para ser. ” Depois disso, fiz uma troca para deixar todos um pouco mais ocupados e malvados.” – Observa McKenna.

O orçamento do filme era de aproximadamente 35 milhões de dólares, e suas cenas mais caras seriam gravadas em Paris, e elas quase que precisaram ser gravadas internamente por corte de gastos. McKenna conta que quase 10 milhões de dólares em cenas foram cortadas, incluindo um possível final alternativo: “Fizemos.. uma abertura excluída onde [Andy foi ao prédio errado [para a entrevista], mas era sempre sobre tentar entrar no filme mais rápido. A cena em que Andy perdeu o aniversário de Nate e entrou com um cupcake, originalmente… todos iriam a um concerto e ela chegaria tarde, mas aquilo era muito caro. A maneira mais barata de ela decepcioná-lo foi perdendo seu aniversário e entrando naquele apartamento com o cupcake. Tínhamos muitas versões disso. O filme costumava terminar com uma cena um pouco mais otimista com Nate, como uma reconciliação. Eles são tão jovens e estão escolhendo cônjuges para suas vidas, mas sabemos que os de 25 anos não estão nessa posição…. Eu tinha escrito um final mais convencional, onde eles correm pelo parque juntos ou algo assim.”

“Quando toda aquela coisa [sobre Nate ser o “verdadeiro vilão” do filme] saiu pela primeira vez, eu não conseguia entender. Eu não entendi. Talvez fosse porque eu não era maduro como homem, assim como Nate provavelmente poderia ter amadurecido um pouco. Eu era tão imaturo quanto ele na época, então não conseguia ver suas deficiências, mas, depois de ter tempo para refletir e muita deliberação online, posso perceber a verdade dessa perspectiva. Nate não tinha crescido, mas Andy tinha … ela precisava de mais da vida e estava conseguindo. Ele não podia sustentá-la como ela precisava porque ele era um menino frágil e ferido…” – explica Adrian Grenier, que viveu o Nate no filme.

A decisão do final que vimos esquentou os nervos da equipe, tendo sido gravada em um único fim de semana em Paris, e Streep foi a primeira pessoa que viu este corte. As exibições de teste começaram por volta de maio de 2006.

“Anna [em quem o filme é inspirado] veio para a primeira exibição em Nova York. Ela sentou bem na minha frente e de David com sua filha e usava Prada, o que mostra que ela tem um grande senso de humor!” – Conta McKENNA

O Diabo Veste prada hoje serve de inspiração para muitas mulheres e seu lugar no mercado de trabalho, seu legado transpos e tela e em breve ganhará os palcos com um musical além de expandir o universo para uma possível série de TV, afinal novas gerações chegam e a temática precisa conversar com todas elas.

 

O Filme atualmente está disponível para compra e aluguel na plataformas digitais.