Desde que ELITE chegou na NETFLIX, de cara conquistou o público. Seja pela forma que os criadores escolheram para contar a história, sempre apresentando seu mistério e construindo a narrativa em cima dele; seja por sua pegada jovem e sem muito pudor da burguesia espanhola.

Ao fim do terceiro ano, nos despedimos de personagens icônicos que nos acompanharam por três anos: Lucrécia, Nadia e Carla; além de possuírem arcos incríveis, desempenhavam reviravoltas significativas, além de acrescentar um toque de feminilidade e de força necessária à trama. Outras baixas, do terceiro ano foram as de Valério que trazia um frescor para o elenco e de Polo, que acabou sendo a morte da temporada.

A saída destes cast members, foi o ponto inicial para a dúvida dos fãs: E agora como será?

Tivemos a oportunidade de conferir os 4 primeiros episódios da nova temporada de ELITE, e trouxemos aqui nossas primeiras impressões.

A nova temporada, mantém a mesma contação de história dos anos anteriores, somos apresentados à um crime, e a partir dele todos os episódios vão sendo desenvolvidos; Esse novo ano do show, é marcado pela chegada de um novo diretor ao Las Encinas, um diretor bem linha dura e seus filhos. Os alunos parecem não aceitar muito bem, nem o gestor, nem a família. E os estudantes fazem “greve” para ajudar Samu e Omar que estão prestes a perder suas bolsas.

A cota de membros reais em ELITE é preenchica com a chegada de um príncipe da corte franco espanhola, ele é parte fundamental do arco de Cayetana, e funciona quase como um novo conto da Cinderella, mas ao mesmo tempo, nos deixa com uma pulga atrás da orelha que ansiamos ver mais para chegar a uma conclusão sobre.

Os filhos do novo diretor são: Mencia, que é a filha mais nova, e seu arco é amarrado ao de Rebeka e certamente trará muito problema; Ari, que é quase como uma cópia do pai, no entanto, é possível ver nela uma carência absurda, tal qual uma necessidade de ser notada e isso trará problemas para Guzmán e Samu, muito possivelmente; já Patrick é gêmeo de Ari e seu arco é ligado ao de Ander e Omar. Uma coisa que senti ao assistir é que os três parecem trazer o caos onde chegam, e para um grupo que passou por tanta coisa com certeza não era o que eles precisavam.

Esse novo ano, está mais intenso, as cenas mais impactantes e reveladoras; os temas abordados no início são extremamente necessários e nunca haviam sido citados anteriormente. Contudo, o que senti é que os quatro primeiros episódios funcionam como uma grande introdução para o que está por vir. Além de possuirem o fator mistério principal, os episódios funcionam também para apresentar e construir a personalidade os novos nomes do elenco e nos deixar familiarizados a eles. Uma sensação que tive ao assistir, é que cada um dos episódios iniciais, nos apresenta uma problemática que parece se resolver no mesmo episódio, no entanto, o que percebemos é que sempre há um segredo por trás que desencadeará algo muito maior futuramente.

Pensando nisso, e com a quinta temporada já anunciada, algo me leva a crer que estaremos vendo somente a ponta do Iceberg ao longos dos oito episódios, e a resolução virá somente na próxima temporada, espero estar errada.

No mais, Elite manteve seu nível -até agora- como produção, como entretenimento e principalmente manteve o nível dos diálogos, fotografia e das mensagens que se propõe transmitir. Uma grande abertura para esses novos nomes, mesmo deixando alguns outros em segundo plano, já nos instiga a saber e questionar o que vem a seguir. Mal podemos esperar!

O 4º ano de ELITE chega na Netflix em 18 de junho!