A psiquiatra Dorothy Otnow Lewis dedicou sua carreira ao estudo de assassinos, em busca de respostas para a pergunta sobre por que matamos. ‘CRAZY, NOT INSANE‘, com direção e produção do ganhador do Oscar® Alex Gibney, estreia em novembro na HBO e HBO GO. Este documentário instigante explora, como se fosse uma história de detetive, as iniciativas da Dra. Lewis ao longo da vida para ver os homicídios além dos detalhes terríveis, observando o coração e a mente dos assassinos.

Exibido na seleção oficial do Festival Internacional de Veneza de 2020, a produção apresenta a Dra. Lewis e sua pesquisa, que inclui entrevistas gravadas no corredor da morte e a avaliação das experiências formativas e disfunções neurológicas de assassinos famosos como Arthur Shawcross e Ted Bundy, desafiando a noção do mal e a ideia de que os assassinos não deveriam ter nascido.

A renomada psiquiatra e escritora Dorothy Lewis começou sua carreira trabalhando com crianças, inclusive jovens infratores violentos. Esse contato com depoimentos de abuso físico e sexual na infância a levou a investigar como os traumas infantis – em geral associados a alguns danos neurológicos – podem plantar as sementes de impulsos assassinos em adultos.

Suas descobertas a tornaram uma especialista em transtorno dissociativo de identidade (anteriormente conhecido como transtorno de múltiplas personalidades), à medida que observava em primeira mão como os assassinos alternavam suas personalidades – ou “alters”, como ela chamava – durante o período em que ela os examinava. Embora as conclusões da Dra. Lewis tenham sido muitas vezes rejeitadas por colegas, como o conhecido psiquiatra forense Park Dietz, suas filmagens de entrevistas no corredor da morte mostram transformações significativas de “alters” desenvolvidos na infância, muitas vezes como uma forma de suportar e até se vingar da dor sofrida.

Entre os casos mais conhecidos apresentados pela Dra. Lewis está o de Arthur Shawcross, condenado em 1991 pelo assassinato de 11 mulheres. Enquanto as gravações das conversas de Lewis com Shawcross o mostram com os “alters” da sua mãe vingativa e de um canibal do século 13, no julgamento ele foi considerado são e culpado. Lewis também foi umas das últimas pessoas a entrevistar Ted Bundy, pouco antes da sua execução. Em uma fita de áudio incluída no documentário, Bundy foi excepcionalmente sincero com a psiquiatra, e revelou novos detalhes opostos ao que se sabia sobre ele. Uma das coisas de que Lewis se lamenta é de nunca ter podido examinar o cérebro de Bundy para buscar pistas do que o levou a ser um dos serial killers mais famosos do mundo.

O Documentário estreia dia 24 de novembro à 22h na HBO.