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As primeiras fotos de Convenção das Bruxas prometeram um terror de qualidade para as telas. A nova adaptação da trama de Roald Dahl, responsável por produções como James e o Pêssego Gigante e A Fantástica Fábrica de Chocolate, contou com um elenco de excelentíssima qualidade e tinha tudo para ser um destaque produtivo. Mas se o primeiro Conveção das Bruxas deixou crianças ao redor do mundo de cabelo em pé, a nova versão não passa de um filme bobo e infantil. O tom juvenil macabro clássico de suas produções ficou restrito apenas ao sorriso bizarro da personagem de Anne Hathaway. 

O novo Convenção das Bruxas chega 30 anos depois do lançamento da primeira versão cinematográfica, comandado por Robert Zemeckis. Após os 90 minutos de produção, ficamos esperando o momento em que o título do filme será lembrado e não apenas uma reunião de mulheres que se dizem feiticeiras. O filme é bobo, infantil e sem grandes destaques para o elenco de renome. Nem mesmo o chamariz do primeiro filme, o fato de crianças serem transformadas em ratos, é levado em conta aqui. As criaturinhas são tão fofas e agradáveis que acabamos torcendo para que fim dessa forma para sempre, sem medo. 

O Filme 

A trama aqui gira em torno da vida de um menino, que após perder os pais em um acidente, vai viver com a avó (Octavia Spencer) em uma cidade rural do Alabama, chamada Demopolis. Em sua infância, a avó teve o contato com uma bruxa e ficou marcada por isso desde então. Quando a mesma bruxa volta a aparecer, dessa vez para assombrar a vida do neto, ela resolve ir para bem longe dali, para um resort. O que eles não esperavam, porém, era que uma reunião das bruxas, comandadas pela Grande Bruxa-Mor (Anne Hathaway), iria acontecer no mesmo resort. 

O encontro das crianças do hotel com o grupo de bruxas não traz bons resultados e eles precisam fazer de tudo para manda-las embora de vez. Contando com a ajuda da avó, o trio de jovens bola estratégias e planos para atrapalhar a vida das feiticeiras. O resultado é uma mistura de Esqueceram de Mim com Pequenos Espiões, em uma versão infantilizada e com bruxas.  

O Elenco

Anne Hathaway, mesmo que já tenha protagonizado filmes de maior destaque, esbanja talento mais uma vez. Ela é a razão pela qual conseguimos assistir ao filme até o final, ansiando por suas próximas cenas. Ela vive a maior vilã da produção, uma bruxa extremamente poderosa de sotaque nórdico e um sorriso bizarro. O visual da personagem foi pensado e inspirado na mesma vilã do filme original, mas o resultado não é nem de perto o mesmo. A bruxa de Hathaway não assusta,  mesmo com o sorriso. Ela impressiona, de fato, mas unicamente pelo talento absurdo de Hathaway, que mostra sua versatilidade em viver uma vilã. 

As crianças, vividas por Codie-Lei Eastick (Holmes & Watson) e Jahzir Bruno, são dispensáveis para o filme, uma vez que agradam mais quando estão em forma de ratos. Stanley Tucci agrada principalmente por estar ao lado de Hathaway mais uma vez, mas é só. O ator renomado vira um coadjuvante e poderia ter sido muito melhor aproveitado do que foi, sendo um grande desperdício. 

Ao fim, Convenção das Bruxas promete uma produção de horror, mas erra e entrega um filme infantil bobo.