Escolha uma Página

Recentemente tivemos a oportunidade de conversar com o elenco de ‘Céu da Meia-Noite‘, além de assistir a produção que estreia ainda este mês [dezembro] na Netflix. O filme estrelado e dirigido por Clooney está na lista das principais apostas do streaming na corrida do Oscar, tamanha qualidade tanto nas atuações quanto no roteiro que entrega para nós espectadores uma profunda reflexão sobre a vida.

Baseado em ‘Good Morning, Midnight’ de Lily Brooks-Dalton, ‘Céu da meia noite’ acompanha é um drama de ficção científica, que acompanha um famoso cientista chamado Augustine, que se encontra isolado no ártico. Ao longo das horas vemos Augustine na sua saga de se comunicar com um grupo de cientistas que se encontra em uma missão no espaço, para avisa-los que não retornem, pois o mundo que conheceram sofreu uma catástrofe.

A personagem de Felicity Jones, uma das astronautas desta nave remanescente [Já não existe mais vida] localizada por Augustine, é quase que um lembrete ambulante de que a vida continua, de que o ciclo da vida existe independente das adversidades e das condições impostas pelos homens e pela natureza, de que precisamos seguir em frente.

A adaptação é uma análise sutil nas prioridades da vida, do que vale tanto trabalho e estudo, se a família for negligenciada? Do que valerá tanta dedicação se o mundo acabar? O personagem que carrega [com maestria] esta camada é o de Clooney. Augustine já não tem mais esperança, ele convive com a culpa de não ter valorizado a família, e os que estavam ao seu lado… Quando ele identifica aqueles que são os últimos seres vivos na terra [a princípio] a trajetória que vemos é a da busca pela redenção como o último sopro da existência, subtraída por uma doença terminal.

A Netflix ousou mais uma vez em sua aposta. Depois de tantas produções originais, o streaming acerta mais uma vez. ‘Céu da Meia-Noite’ é um drama ousado e emocional; e que por mais que traga consigo uma imensa carga de melancolia, consegue transmitir ao expectador as nunaces de esperança necessárias para que possamos compreender a mensagem.

E por mais que ‘Céu da Meia-Noite’ soe similar a tantos outros filmes sobre o espaço, o longa é honesto e lança uma lupa no que podemos ser em alguns anos… com base em nossos governos e como lidamos com o planeta.

‘Céu da Meia-noite’ exala um ar realista, usando a ficção científica para imaginar o que seria um cenário terrível da história. Não há conversas  estimulantes sobre a resiliência do espírito humano, muito menos debates sobre as causas que os levaram aquele momento, tudo é implícito, aceitar seu destino é factual.

Com a força dos minutos finais, sem a necessidade de diálogos ‘Céu da Meia-Noite’ nos mostra que no fim do mundo -ou não-, precisamos nos agarrar às pessoas que amamos.

 

‘O Céu da Meia-Noite’ estreia em 23 de dezembro na Netflix.