No próximo dia 17 de julho, a Netflix estreia sua mais nova série original brasileira: Boca a Boca.

A série despertou curiosidade desde seu trailer, que aborda a chegada de um vírus mortal transmitido pelo beijo, na cidadezinha de interior chamada Progresso.

Conversamos com o cineasta Esmir Filho, que nos contou mais sobre a série, descrita como um thriller sobre um vírus, mas que tem muito a dizer. Uma série que de acordo com o diretor “lança uma lupa nos relacionamentos, seja com redes sociais, pares, pais e nessa situação de pandemia é possível ver onde as pessoas estão de fato para você, onde estão os pré conceitos, as discriminações… é sobre “As imagens de controle que querem calar todas as possibilidades de corpo”.

Mas qual foi a inspiração para a criação dessa história?

“Entre meus trabalhos eu explorei muito a temática da adolescência e da juventude e a relação deles com a internet. É um universo que sempre me instigou desde os meus primeiros curtas. Eu acho que eu vim dessa geração que acompanhou a evolução da internet, que viu o mundo virtual chegar. E como isso foi moldando diferentes gerações. E em relação a isso, como todo adolescente e todo o jovem. Desde a descoberta dos desejos, do corpo e das possibilidades de relacionamento e pulsões. Então acaba que todo o meu trabalho, tende a acontecer dentro dessa narrativa, dentro da temática que une a juventude, a internet e o desejo. E foi dai que que Boca a Boca foi construída”. – Explicou Esmir.

O cineasta aproveitou para contar que a série estreia em 190 países, e que assim como as séries originais brasileiras de sucesso internacional, Boca a Boca também aborda o universo jovem e isso é um diferencial: “As séries adolescentes e jovens da Netflix abraçam todo o tipo de público. E acho que essa temática jovem é que acaba conquistando todo o tipo de público. Boca a Boca, lança em 190 países no mesmo dia e acho que isso acaba fazendo transpor barreiras”.

Não podíamos deixar de ressaltar a coincidência da estreia de uma série “sobre vírus” bem no meio da pandemia que o mundo vive, e como isso poderia ser uma agente impulsionador.

“… acabamos de terminar a série e já vamos lançar. Mas eu fico pensando que ela veio em um boa hora, pois ela passa uma mensagem de acolhimento, afeto, compreensão e tolerância para com o outro. Que é o que eu acho que a gente precisa ver agora. Então, independente da questão patológica, precisamos olhar para os nossos relacionamentos e entender como eles estão. E eu acho que a série aborda isso. Então ela vem em uma boa hora e eu espero que seja uma mensagem acolhedora para as pessoas”.

Esmir finaliza nos dizendo que “a série é um grito de liberdade. É um grito de liberdade frente a uma onda de imagens que querem calar nossos corpos. É sobre o corpo e sobre prestar a atenção nos nossos relacionamentos e no que vale a pena” e por isso precisamos assistir Boca a Boca.

Ficaram animados? Então anota na agenda:

Boca a Boca estreia dia 17 de julho na Netflix.

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