Menos de seis meses da estreia do 2ºano do Las Encinas, chegou à Netflix a 3ªtemporada de Elite com a proposta de fechar um ciclo iniciado com a morte de Marina, mas diferente do que pensávamos não surpreendeu.

Essa temporada marca o retorno de Polo ao Las Encinas, após ter sido acusado pela morte de Marina. Mas a ocultação de provas e um depoimento (coagido) de Carla, acaba por inocentá-lo. Mas os alunos não deixarão barato, e tentarão a todo custo mostrar para Polo que ele não é bem-vindo.

De início podemos esperar que a série siga a mesma linha narrativa da primeira temporada, no entanto, não. Ela logo se mostra mais objetiva no que se remete a investigação e mais focada em todos os elementos que culminaram na morte em si.

O terceiro ano de Elite procurou entregar para os fãs elementos dos outros anos que fizeram a série ser sucesso, entre eles o famigerado trisal, que desta vez, não funciona tão bem e não soa natural como anteriormente, busca somente a exploração excessiva da sexualidade.

As mídias não poderiam ser deixadas de lado, já que estiveram presentes desde o início. Mas desta vez, vemos o cyberbulying onde tuítes difamatórios são propagados para toda escola através de uma conta fake, nos apresentando assim o lado tóxico das redes sociais.

Os dois novos personagens Malick e Yeray, serviram para tocar em pontos ainda não explorados e como ponte para fechamento de arcos de personagens. Yeray abordou a questão da Gordofobia e cyberbulying, Além disso, foi fundamental para a conclusão do arco de Carla e de seu pai. Já o Malick foi fundamental para o arco muçulmano desconstruindo tradições e para o fortalecimento da relação de Ander e Omar.

Esse ano foi das personagens femininas. Rebeka, Carla, Nádia e Lu foram -definitivamente- as estrelas e todo, e qualquer situação que as envolve é digno de atenção, seja pelos diálogos, ou pela maturidade das resoluções. Contudo, a personagem que teve a maior evolução foi a Lucrécia, e isso fica nítido durante todos os episódios.

Pense na palavra perdão, é ela que move o terceiro ano de Elite, está presente em todos os nichos e pode ser percebido nos pequenos detalhes. No entanto isso só fica realmente claro quando na cena final existe uma catarse coletiva e todos entendem que o que aconteceu com Marina, poderia ter sido de outra forma.

A narrativa, introduz elementos que facilmente poderiam ter sido desenvolvidos na temporada passada, como a da mãe traficante de Rebeka, que como um passe de mágica passa a ser alvo de investigação, utilizando Samu como “informante”. Estou até agora me questionando o por que?! Foi algo desnecessário e fora da curva, com uma única e exclusiva finalidade de auxiliar no Plot de outro personagem.

Do fim do quinto episódio, até o sétimo, se vê uma teia confusa de acontecimentos que se sobrepõem. Tudo acontece e se resolve tão rápido que se torna esquecível, mas, farão sentido na conclusão de cada personagem. Foram alguns detalhes de narrativa atropelada que fizeram pra mim a terceira temporada de Elite não ser a melhor.

É preciso enaltecer a fotografia e direção que usou e abusou de cenas em plano sequência, principalmente nas festas, o que traz para nós expectadores a sensação de pertencimento.

No mais, Elite manteve seu nível como produção, como entretenimento e principalmente manteve o nível dos diálogos e das mensagens que se propõe transmitir. Fecha o ciclo para alguns personagens, mas já nos deixa prontos para o próximo com alguns rostinhos mais que conhecidos. Mal podemos esperar!

E você, o que achou da 3ª temporada de Elite?

Todas as temporadas de Elite já estão disponíveis na Netflix.