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Desde que A BARRACA DO BEIJO estreou na Netflix, ainda em 2017 se tornou um grande sucesso. Trouxe à tona um gênero que a muito tinha sido deixado de lado, e aguçou no coração dos fãs não só a saudade de uma época, mas também o desejo de viver tudo. Noah, Lee e Elle definitivamente ganhou nossos corações. E não foi só um boom no streaming, mas também nas livrarias, afinal a história é adaptada de um livro de mesmo nome da autora Beth Reekles que teve sua origem no Wattpad.

Quando achávamos que a dose de nostalgia tinha acabado, a plataforma anunciou que A BARRACA DO BEIJO se tornaria uma trilogia, WOW! Como fãs obviamente ficamos empolgados e ansiosos por conferir. Mas ao longo do tempo veio a público a separação -na vida real- de Joey e Jacob, o casal protagonista na história, agora não era mais um casal de verdade, teria então acabado a magia, isso prejudicaria o filme?

Em 2020, A BARRACA DO BEIJO 2 ganhou às telas e trazia um novo gás. Novos personagens, um rumo que parecia projetar um amadurecimento de Elle, acerca da sua famigerada decisão, estudar com o amor da sua vida, ou com o melhor amigo da vida? Ou ainda mais ficar com o Marcus ou não?! E mesmo sem nos entregar essas respostas, o segundo filme, foi sim uma grata surpresa.

Agora, no próximo dia 11 de agosto, chega o longa que encerra esse ciclo. E o que começou com o primeiro beijo em uma barraca do beijo, se tornou uma jornada de amizade, amadurecimento, descoberta e aprendizado; entre todos eles. Já tivemos a oportunidade de conferir e venho aqui te contar, sem spoilers.

Este, se passa no último verão antes de Elle e Lee irem para a faculdade, e ela ainda não se decidiu; mas independente da escolha ela quer fazer deste o MELHOR VERÃO de todas as suas vidas, já que estão juntos, por uma “última” vez na CASA DE PRAIA!

Sim, se você está acostumado com os livros de Beth Reekles, conhece parte desta história, pois A CASA DE PRAIA é um dos spin offs que ela escreveu, quando só existia, A BARRACA DO BEIJO. Confesso que não é meu favorito, e pelo que sei dos fãs divide MUITAS opiniões, então já te digo que este filme também terá essa função.

O primeiro ato do filme funciona como uma colcha mal costurada de retalhos, que mistura elementos novos com a história de ‘A CASA DE PRAIA’. Eles vão passar o verão nesta casa e descobrem que a mesma será vendida, então eles decidem ficar por lá, para ajudar a arrumar a casa para a venda e também para passar os últimos dias das férias neste lugar cheio de memórias que tanto amam. A questão é que tudo se torna confuso quando eles transitam de suas casas reais, para a de praia fazendo parecer muito perto, muito fácil…

Desde já não vou te dizer com que Elle fica, ou pra onde ela vai, mas posso te dizer que esse filme não precisaria existir.

Além de não possui absolutamente nenhuma função, a não ser responder as perguntas deixadas no filme dois, – que claramente estas poderiam ter acontecido antes – o filme muda o conceito de romance – que existe pois foi assim que começou, mas não é mais o principal- para uma história de amadurecimento, auto descoberta e amizade.

O excesso de “chroma” fica evidente com a fotografia estourada nas cenas que teoricamente seriam externas, mas o maior incomodo é ver Elle e Noah juntos. A química que existia ali, foi substituida por um completo desconforto entre ambos que fica evidente na tela.

Nem os personagens Marcus e Chloe possuem algum tipo de função na narrativa; a repetição do plot do Marcus e da paixão platônica por Elle, foi um dos piores facilitadores narrativos que já vi na vida; e a Chloe, bem, ela só adiciona uma pitada de sororidade na vida de Elle, que está cercada de pessoas tóxicas.

E por falar em Toxicidade, o Lee, entrega tudo de pior que uma amizade pode oferecer, o egoísmo cego, infantil e doentio do personagem pode trazer inúmeros gatílhos para quem já teve esse “tipo de amigo”. Isso me entristeceu demais, pois no filme anterior, e no anterior, ele pareceu ter aprendido, mas nesse… Enfim mais um facilitador narrativo.

Foram muitos facilitadores, muitos plots repetidos, como se o roteirista não soubesse que rumo tomar com esse história, parecia que o final estava idealizado, mas tudo que vinha antes… Uma mistura de elementos dos anteriores para criar no fã a famigerada nostalgia emocional, de algo que está chegando ao fim.

Falo isso porque sou fã, e me emocionei. Me emocionei por esperar um final digno, e me emocinei, principalmente porque a decisão que Elle toma seria a decisão que eu tomaria no lugar dela.

Não sei se o filme agradará os fãs em geral, a mim, infelizmente não agradou… Mas sempre é possível se tirar lições de uma história, e dessa, com certeza foi sobre se amar primeiro. Podemos sim, nos dedicar ao outro, mas nunca abrir mão de nós!

 

A Barraca do Beijo 3 estreia em 11 de agosto na Netflix.