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Se você vem acompanhando The Third Day, série original HBO, sabe o quão confusa ela pode parecer. O que nos dois episódios anteriores pareciam pontas soltas em meio a uma gigante colcha de retalhos, o terceiro episódio do ciclo summer, entrega as respostas necessárias e se prova como sendo o melhor episódio, até o momento.

E finalmente o show nos entrega o que queríamos ver, Imagens perturbadoras, um “q” de violência, o famigerado culto (prometido desde o ep 1), além de reviravoltas -realmente- surpreendentes.

Vou seguir aqui explicando as maiores revelações do episódio, para que possam compreender – de fato- tudo que aconteceu até agora na história.

No episódio anterior, foi sabido que Sam tinha um filho, e que esta criança simplesmente sumiu. Agora é explicado, que nada foi por acaso. Nem o sumiço, muito menos o fato de Sam ter a sensação de que conhecia Osea.

O desaparecimento do filho de Sam foi uma armação dos moradores da ilha ao descobrirem que Sam era um herdeiro de sangue do lugar (Osea). Eles sequestraram Nathan, acreditando que assim seria mais fácil convencer uma criança de sua responsabilidade pela liderança do que seu pai.

Enquanto um homem chamado Goltan sequestrava Nathan, o irmão da Epona ficava responsável em plantar a semente da ideia de que a criança estava morta. Quando na verdade, ele estava o tempo todo preso na “Casa grande ” de Osea.

Pelo que entendi no contexto da história é que, há uma divisão entre os moradores da ilha se seria Sam ou o filho Nathan que deveria herdar a liderança de Osea. Tudo isso acontece em meio a inúmeras cenas de perseguição intimista onde Sam e Jess “tentam fugir” de Osea… Eu agora me questiono se não seria de si mesmo essa tal fuga.

Tão insana quanto a revelação sobre Sam é a de Jess, (E eu que achava que ela seria só uma isca para ele) que também descobre que suas filhas também foram mantidas na ilha como reféns – elas são as garotinhas loiras que vimos de relance ao longo desses episódios, principalmente durante as visões de Sam.

E nessa montanha russa de acontecimentos, Sam assume então seu lugar no “trono” de Osea, juntamente com Jess e suas crias.

Simbólico e poderoso e regado a religiosidade, summer encerra mostrando para que veio, contudo ainda há muito a ser contado, tanto no seu grande “filme de 12horas”, quanto nos próximos três episódios em winter.

Em suma o episódio foi não somente esclarecedor, mas assustador na mesma medida.

 

A série vai ao ar às segundas na faixa das 22h na HBO.