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A mais nova animação da Disney enfim chegou ao Disney+. Disponibilizado em formato Premium para compra, Raya e o Último Dragão estará disponível ao público de forma geral em abril, mas aqueles que compraram já tiveram o prazer de conferir a animação. É provável que esse seja o filme mais bonito, em termos visuais, que você tenha visto em 2021. O colorido e os gráficos de Raya são de tirar o fôlego e nos fazem pensar o quão incrível seria ver tudo isso em uma tela de cinema. 

Raya e o Último Dragão mostra do início ao fim o avanço técnico que as animações vem exibindo nos últimos anos. A qualidade da produção é seu maior destaque e quando somada com a mensagem principal do filme, resultam em uma obra belíssima. A protagonista segue o novo gênero de princesa destemida e guerreira que a Disney iniciou ao divulgar Mulan. Seguida por Valente, a princesa oriental acaba de ganhar uma companheira de peso ao lado, vivida por uma protagonista também oriental, mas com objetivos e cenários completamente diferentes. 

O filme

Como o nome já diz, o filme é voltado para Raya, uma jovem menina da região de Coração. O mundo era composto por Kumandra, um único lugar onde harmonia, fertilidade e alegria reinavam acima de qualquer coisa. Povos viviam juntos, sem brigas, confusões, violência ou corrupção e eram recompensados por isso.  Lá também vivian dragões, que sempre se certificavam de manter a paz em dia por ali. Quando o lugar foi invadido por forças do mal, conhecidas como Drunn, os dragões precisaram abrir mão de todos os seus poderes para evitar que os seres humanos virassem pedra. 

Todos os dragões se sacrificaram para formar a Joia do Dragão, que foi usada pela lendária Sisu, a última sobrevivente dos dragões. Os Drunn foram derrotados e permaneceram afastados enquanto a Joia existiu. Os povos, porém, não aguentaram a ganância e passaram a pensar apenas no que fosse melhor para si. A Joia começou a ser caçada e procurada, até que foi guardada em um lugar sagrado em Coração. As falanges de Cauda, Garra, Presa e Coluna se voltaram contra Coração e o resultado foi catastrófico. A Joia se partiu em pedaços e cada reino ficou com uma parte. Sem estar em seu poder máximo, os Drunns voltaram e o mundo caiu em desgraça.  

A mensagem

Raya e o Último Dragão faz um paralelo com nossa sociedade desde os primeiros momentos. A ideia de um único lugar para se viver, uma espécie de paraíso, é algo inalcançável na sociedade em que vivemos, onde forças do mal reinam a todo vapor. Quando pensamos na situação atual do planeta, por exemplo, onde a Joia do Dragão pode ser substituída por vacinas, a disputa por quem tem mais é algo que estampa as mídias digitais e escritas. Precisaríamos de Kumandra agora mais do que nunca, mas assim como no filme, é muito difícil ter confiança, altruísmo, amor e harmonia dentro de si. 

Outro ponto importante é a fuga dos estereótipos, aqui muito bem abordada pela Disney. O filme se passa no Sudeste Asiático e seu lançamento trouxe a primeira protagonista com ascendência sul-asiática, que foi dublada por alguém como ela, a atriz Kelly Marie Tran. Além disso, a Disney investiu pesado no cenário e o resultado foi um visual que beira o extraordinário. São tantas cores, detalhes, símbolos e particularidades, que temos vontade de aplaudir a todo momento. 

Raya também segue sua fórmula própria, sem se basear apenas em músicas, finais felizes e príncipes encantados. Na verdade, essa é mais uma protagonista que não precisa de um príncipe para se destacar e o faz muito bem. Raya é baseado na amizade entre a menina e os mais improváveis guerreiros, cada um de um reino, cada um especial de sua forma própria. Tuk Tuk é fofo, mas destemido; Noi é apenas um bebê, mas seus companheiros primatas fazem o público dar uma boa gargalhada; Namaari é introduzida como a rival de Raya, mas após a interferência de Sisu, a dualidade que existe ali se transforma em algo muito mais complexo e bonito. 

Raya e o Último Dragão está disponível para compra no Disney+.