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O Poço é o novo filme de língua espanhola que chega à Netflix, para aqueles que adoram uma crítica social e tem estômago forte.

Ambientado em um presídio futurista, os detentos são divididos em duplas e em níveis, onde uma plataforma desce levando comida. No entanto, quanto mais abaixo você fica, menos alimentos chegam… o que leva as pessoas ao desespero e ao radicalismo.

Gore” ao extremo, o filme do diretor Galder Gaztelu-Urrutia traz para o público, através de uma forte metáfora social, como são tratadas as divisões de classes em uma sociedade e como pessoas são corrompíveis quando se beneficiam de alguma forma, ou até mesmo, em que ponto chegam para se beneficiar, quando se trata de “sobreviver”.

A ironia de se lançar um filme que fala de sociedade em época de “distanciamento social” é minimamente interessante, já que vemos a tentativa de preservar a solidariedade e empatia em um meio psicologicamente abalado.

O roteiro de David Desola e Pedro Rivero fala sobre desigualdade social, fome, sobrevivência, desespero, angústia e extremismo, usando o terror para incluir o uso da violência, que aliado à atuação de Ivan Massagué deixa estas sensações ainda mais latentes.

A fotografia do filme, pode ser um ponto negativo, mas quando se pensa na escuridão que estamos vivendo, ela se torna significativa de alguma forma.

O Poço não agradará pessoas que buscam algum tipo de ação, trata-se de um filme muito mais reflexivo que explicativo, e compreender isso faz com que toda a experiência tenha significado.

Um filme para se assistir de estômago vazio e de mente aberta. O Poço traz uma ideia original, daquelas que o final é um mero complemento de toda lição proposta ao longo da história, e que certamente persuadirá o expectador de uma maneira que poucos filmes conseguirão fazer. 

O filme já está disponível na Netflix