O Menino na Ponte, livro de M.R. Carey, roteirista de X-Men

M.R. Carey pode ser um nome não tão conhecido para o público, mas o autor é responsável por criar conteúdos de uma certa franquia que gostamos muito, que recebe o nome de X-Men. Seu mais novo lançamento, publicado no Brasil pela Editora Rocco, é O Menino na Ponte, um livro de capa vermelha enigmática, cujo título permanece confuso mesmo ao final do livro. O mais interessante aqui é o momento em que conhecemos a história, que traz como cenário uma Terra destruída por um vírus mortal. Já viram algo parecido?

Boa parte da população foi dizimada pelo vírus e os poucos que sobreviveram, estão tentando de toda forma entender o que aconteceu. Além da ironia em relação a atualidade, a história de O Menino na Ponte é batida e já foi usada como tema em muitas outras produções.  Existem sobreviventes, poucos, e eles realizam, dentro do possível, expedições para coletar indícios, buscar informações ou tentar entender melhor o vírus e encontrar uma possível cura. É um desses grupos, bem diversificado entre cientistas e militares, que protagoniza a trama.

O grupo está procurando uma cura para o vírus, o que obviamente não é fácil. Apesar da preocupação frequente, o livro é todo embasado na relação entre os personagens, que de tão diferentes entre si, acabam criando confusões, grandes discussões e o lado egoísta do ser humano fica muito claro. Eles precisam ficar unidos em prol de algo maior, mas não conseguem. A pressão, o medo e o desconhecido podem ser muito assustadores na hora em que vidas são colocas em risco. Carey tinha em sua mão um prato cheio, mas em mais de quatrocentas páginas, o livro fica cansativo e deixa o público esperando ansiosamente pelo fim.  

O Menino na Ponte ainda lida com questões políticas, principalmente quando o controle pelo posto de sobreviventes fica a cargo dos mesmos. Brigas e discussões acontecem frequentemente e ficamos tensos, querendo entrar no livro para resolver. É a forma que o livro tem de nos mostrar que, apesar das circunstâncias, a ganância, a ambição e o egoísmo do ser humano sempre irão prevalecer.  

Além do tamanho do livro e da história batida, o título fica jogado diante da história. Afinal, o que raios é o menino da ponte? Ele vive isolado, é impulsivo e tem atitudes duvidosas, mas é cotado para ser o escolhido. Não fosse por isso, seria um personagem apático e com zero condições de assumir o protagonismo da trama. 

O Menino da Ponte pode ser adquirido aqui. 

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