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Dizer que me surpreendi com com DOM é o mínimo. Quando vi o título da produção, no primeiro momento não assimilei à quem se referia. E confesso que a experiência de chegar às cegas foi a melhor possível.

A cada episódio, mergulhar na vida não somente de Pedro Dom, mas  também do seu pai Victor, foi fascinante.

Contextualizando, a série conta a história de um belo rapaz da classe média carioca que foi apresentado à cocaína na adolescência, colocando-o no caminho para se tornar o líder de uma gangue criminosa que dominava os tablóides cariocas no início dos anos 2000: Pedro Dom. Alternando entre ação, aventura e drama, Dom também acompanha o pai de Pedro, Victor Dantas, que, na adolescência, faz uma descoberta no fundo do mar, denuncia às autoridades e acaba ingressando no serviço de inteligência da polícia. A série mostra a jornada de pai e filho vivendo vidas opostas, muitas vezes se espelhando e se complementando, enquanto ambos enfrentam situações que confundem os limites entre o certo e o errado.

Talvez o intuito de DOM, seja humanizá-lo; mas eu digo que a produção vai muito além. Ao longo dos oito episódios, é possível ir além do “nascimento” de um bandido, e conhecer a relação de amor entre pai e filho; da luta contra as drogas; e do dilema de um pai que foi testemunha ocular do primeiro carregamento de cocaína que chegou no Rio de janeiro nos anos 70, e ver àquilo que sempre lutou contra, ser a destruição de sua família.

A série nos entrega um presente; um show de direção de Breno Silveira, fotografia e atuação de Gabriel Leone, Flavio Tolezani, Isabella Santoni e Raquel Villar; impecáveis e entregues aos seus personagens.

DOM intercala momentos eletrizantes de ação, com cenas extremamente dramáticas e catárticas para o expectador.

O fim [trágico] de Pedro já é conhecido, então a série segue um outro rumo, ela procura nos mostrar, o que foi o fim para Victor, o momento que o pai compreende que não teria mais seu filho de volta. Em suma, essa série, é a prova de que, Victor nunca desistiu de Pedro, nem nos momentos mais sombrios, e contar a verdade, o lado oposto do que a mídia relatou, era o que precisava, para provar que toda sua luta, não foi em vão.

Em recente entrevista, o showrunner da série, Breno Silveira, nos contou que Victor, insistiu em mostrar para o mundo como seu filho era de verdade, todo o por trás de sua história relatada pela mídia. Victor tinha câncer, e internado, ele escrevia páginas e mais páginas com fragmentos de situações que ainda não havia relatado, para que pudessem introduzir na série. Breno nos conta que assim que Victor recebeu a notícia de que as filmagens haviam acabado, e que DOM estava pronto, ele disse: “Agora posso morrer em paz.” e de fato isso aconteceu meses após. Victor, hoje não estará aqui para conferir, mas tenho certeza que está a altura de tudo que sonhou.

DOM é honesta, visceral, hipnotizante e emocional. Vale cada segundo do seu play, e certamente vai te prender do início ao fim.

Com oito episódios de uma hora de duração cada, Dom é produzida pela Conspiração, com Breno Silveira como showrunner, e estreia no dia 4 de junho em mais de 240 territórios exclusivamente no Prime Video.

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