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Em 2006, vimos BORAT visitando os EUA pela primeira vez, o famigerado repórter do Cazaquistão, provocou provocou o antissemitismo desenfreado em todo o país.

E de uma maneira silenciosa, uma sequência foi anunciada, e nunca foi tão assertiva a escolha de Sacha Baron Cohen. No meio da pandemia e as vésperas da eleição, BORAT voltou pra mostrar muito mais do preconceito enraizado na américa.

Desta vez, Borat tem uma missão dada por seu governo, e ele está feliz de assumi-la. Como o prólogo revela, o sucesso da edição anterior envergonhou tanto seu país que ele foi jogado em um gulag pelo resto da vida. E agora, arrancado da prisão para entregar um macaco enviado a Mike Pence, Borat chega ao Texas com o macaco em uma caixa, apenas para descobrir que sua filha de 15 anos, estava dentro da caixa.

Em uma notável narrativa quase documental, a trama aborda sim o coronavírus, e a ultrapassa, fornecendo à narrativa de BORAT ainda mais relevante que antes.

A sequência choca e diverte na mesma medida. E a forma que foi montado o longa, mostrou a fundo a loucura que Baron Cohen aparentemente viveu por cinco dias no personagem; Contudo o por trás das câmeras revelou ainda mais as condições impostas pelo antigo governante americano, para determinadas pessoas.

O antissemitismo sempre foi o foco de Borat, e nesta sequência, ele não perde o rumo; e é digna a atitude do ator em chamar a atenção para esse problema, promovendo reflexão no espectador a cerca do tema.

Um destaque incrível à atriz búlgara Maria Bakalova, que interpreta a filha de Borat e trás um respiro pra trama, além de ser tão fundamental, e mergulhar tanto na narrativa, que é como uma cópia, só que ainda melhor.

Borat [o personagem], é o reflexo da ignorância humana. Chama a atenção para lugares esquecidos, promove o ativismo e entretém, se você se permitir.

Borat 2 está disponível no Prime Video.