Definitivamente o segundo episódio de The Thrid Day, série original HBO, é ainda mais confuso que o primeiro, mas será que isso é bom?

Quando vimos Sam pela última vez em ‘The Thrid Day’, ele estava se recuperando de um pesadelo onde viu pedaços de carne, uma camiseta ensanguentada e sangue nas mãos. Ele havia voltado para o carro, como se estivesse em transe e se preparava para dividir o quarto de hóspedes dos Martins com outra inquilina, a Jess.

E logo no início do episódio vemos Sam perseguindo um garoto de cabelo encaracolados em uma floresta, (quem é esse menino? será que eles possuem alguma ligação? será que ele é o Sam, anos antes?) ele está novamente com a mãos repletas de sangue e em seguida ele se depara com o trailer pintado com símbolos estranhos e pegando fogo. A porta se abre e revela que Sam está dentro do trailer. E ele então desperta ao lado de Jess, nu.

Só este início de episódio já é completamente confuso. Sabemos que Sam tem algum tipo de ligação com o lugar, mesmo que de maneira inconsciente, quando ele já no primeiro episódio diz que Osea lhe é familiar, mas que ligação é esta?

Sam deveria receber uma chamada para acordar cedo para pegar a ponte de terra e se certificar de que Epona estava segura, mas nenhuma dessas coisas aconteceu. O Sr. Martin disse que não achava apropriado entrar na sala no estado em que estava. Constrangido, Sam aceita o café da manhã e Jess se junta a ele para se desculpar. Ela diz a ele que não bebe ou fica com outras pessoas porque teme o marido vingativo que tem a custódia dos filhos. Sam garante a ela que seu marido não vai descobrir.

Tal diálogo nos leva a crer que algo entre eles aconteceu de fato, eu possuo N pensamentos sobre Jess, seria ela realmente uma viajante, ou alguma moradora da ilha que estaria ali como isca para Sam? Como se o lugar fosse um purgatório para seus pecados mais profundos?

Se os sonhos de Sam soa confuso, os diálogo entre ele e os moradores da ilha são ainda piores. A todo tempo ele pergunta por Epona, como uma espécie de obsessão; enquanto os locais dizem que ela está segura e questionam o porque dele não os acreditar.

Mas ao mesmo tempo que eles são misteriosos, eles parecem acolhedores, o que faz Sam, quase que esquecer que precisa ir embora, que possui uma vida fora daquele lugar.

A Maior revelação do episódio vem quando descobrimos que Sam perdeu seu filho, e que os moradores da ilha sabiam, ele não questiona como… Contudo, tal explanação nos deixa ainda mais confusos com toda a história, que agora parece começar a se esclarecer.

Ao caminhar, Sam encontra um culto em uma tenda com um pregador fervoroso no meio. Em suas andanças ele se depara com Jess, que se desculpa mais uma vez por compartilhar demais, descobrimos nesse momento que foi ela que contou para a local. Sam diz a ela que não foi um problema, ele explica uma cena que vimos no primeiro episódio, no qual ele colocou uma camisa da criança em um riacho, ele faz essa espécie de “ritual”, sempre na data que a criança faria aniversário. A história vai mais a fundo, quando Jess pergunta o que aconteceu, e Sam diz a ela que havia ido com seu filho, Nathan, encontrar um amigo de seu avô que não apareceu. Ele então levou seu filho para a feira e ao atender um telefonema, perdeu-o na multidão. Ele pede que ela mude de assunto, voltando ao tópico dos estranhos costumes da ilha. Jess diz a ele que se ele está tão curioso, ele deve procurar o arqueólogo residente, Mimir.

No local onde ele encontra o famigerado arqueólogo bêbado, Sam descobre um artigo sobre seu filho… E antes que pudesse obter respostas ele é perseguido e acaba encontrado os restos do trailer que viu em sonho no início do episódio. Será que foi mesmo um sonho?

Finalmente, parece que Sam está voltando para o continente. Cruzando a ponte de terra, seu telefone acende com inúmeras notificações ansiosas de sua esposa. Ele para o carro e responde às preocupações dela com a garantia de que estará em casa amanhã. Ele se vira e volta para o pub dos Martins para a surpresa de Jess. Quando a noite cai, as festividades começam a aumentar. Epona se aproxima de Sam e pede que ele não a deixe. Quando Sam pergunta o motivo, ela responde com um beijo, um gesto que não passa despercebido por outros homens na cidade. A festa continua e Jess fica mais bêbada e dando a entender que os dois podem passar mais uma noite juntos. Enquanto os dois se divertem, os Martins contam uma notícia séria: homens armados procuram Sam. Ele se levanta e segue a Sra. Martin, sem saber que Jess ficou para trás atordoada. A Sra. Martin o leva a uma velha igreja e diz que estará de volta. Antes que ele perceba, ele está cara a cara com o homem carregando um pé de cabra do início do episódio e um homem de terno branco da cerimônia da tenda. O homem bate na cabeça de Sam, coloca um saco em seu rosto, o que começa a mostrar o quanto ele está sangrando abaixo dele, e o coloca sentado enquanto os foliões comemoram em outro lugar em Osea.

Perceberam quantas perguntas eu fiz ao longo do texto? Pois bem, isso porque esse episódio nos deixa com ainda mais questionamentos que o anterior. Como vocês sabem, The Third Day será dividido no arco verão que é este que estamos vendo com 3 episódios; um “filme de 12 horas ao vivo” que a priori não será exibido no Brasil e mais 3 episódio que representam o inverno. Acredito que este “filme de 12 horas ao vivo” funcionará como transição, além de nos fornecer as repostas que tanto almejamos.

Por hora, nos resta aguardar a próxima semana, para descobrir o desfecho de Sam. 

A série vai ao ar às segundas na faixa das 22h na HBO.