Em 2009, Pesquisadores da Academia Austríaca de Ciências analisaram o crânio e demais partes do esqueleto de uma mulher que, estima-se, viveu há cerca de dois mil anos na Turquia.

O cientista austríaco Hilke Thuer coordenou tal estudo deste fóssil encontrado em uma tumba em Éfeso e que foi identificado como sendo de Arsinoe, irmã da lendária Cleópatra (69 a. C. a 30 a. C.). Tal descoberta coloca um ponto final na origem da Rainha do Egito.

Pois bem, a partir das conclusões tiradas sobre Arsinoe, os pesquisadores agora afirmam que Cleópatra, era africana, mais precisamente, do norte da África. A descoberta foi qualificada como “uma das mais significativas” dos últimos tempos. E acrescentou: “Finalmente temos novas informações sobre a família de Cleópatra e seus ascendentes.”

De acordo com o estudo, foram as características morfológicas do crânio do fóssil que possibilitaram a conclusão, e por lógica a conclusão da origem de Arsinoe e sobretudo de Cleópatra.

É certo que seu ancestral Ptolomeu, que se tornou governante do Egito por ordem de Alexandre – o Grande, complica um pouco a situação pelo fato de ele ser da Macedônia. Mas análises antropológicas e arquitetônicas da tumba acabaram convencendo os especialistas de que Cleópatra realmente descendeu de negros e não corria sangue de macedônios em suas veias.

“Tudo indica que ela tinha o rosto em formato alongado, traço típico de africanos da Antiguidade. Cleópatra possuía genes da raça negra”, diz Thuer.

Com base em tais informações, aliados a fontes de registros históricos sobre a rainha, foi possível constatar que Cleópatra renegava suas origens, isso porque é sabido que a mesma maltratava as mulheres negras de seu séquito, chegando a experimentar nelas a força dos venenos dos quais se cercava; além de agredi-las.

Os estudos arqueológicos ainda indicam que possivelmente Clópatra ordenou a morte de sua irmã Arsinoe para evitar uma possíve disputa pelo trono.