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No próximo dia 13 chega ao Star+, a série original Y: THE LAST MAN. A produção adapta os quadrinhos de mesmo nome da Vertigo. Tivemos a possibilidade de conferir os três primeiros episódios e trouxemos aqui nossas primeiras impressões, sem Spoilers.

Aqui, acompanharemos um mundo pós apocalíptico. Uma doença misteriosa acabou matando todos os mamíferos que possuíam o cromossomo Y, menos Yorick.

Yorick junto com seu macaco de estimação Ampersand é a chance de descobrir o que levou à extinção dos homens e atravessam um mundo de mulheres explorando gênero, raça, classe e sobrevivência.

A carnificina provocada pelo vírus misteriosamente não acometeu Yorick, um aspirante a arte do escapismo de 20 e poucos anos, que não sabe o que quer da vida, e seu macaco. Yorick é filho de Jennifer Brown, uma congressista que acaba sendo levada á presidência após os eventos apocalípticos, e é também irmão da paramédica Hero que vive em meio ao trauma.

Como seria um mundo dominado por mulheres? Já se parou para imaginar? Então partimos dessa premissa nesta obra, que ao longo dos três primeiros episódios nos apresenta cada um dos núcleos, com mulheres de diferentes tipos e em distintas situações. Desde mulheres no poder, até mulheres submissas, às que cometeram algum tipo de crime. E é surreal a reflexão que temos quando cada uma delas se mostra forte a frente das adversidades, que lhes são impostas.

Assim como grande parte das adaptações, em Y: The last man, o ritmo também é relativamente lento, afinal se faz necessário não somente introduzir a problemática, como também construir este universo, e a FX/HULU sabe fazer isso com excelência, dando em seguida a força que a história precisa.

Nosso protagonista aqui é imaturo e com motivações limitadas, até onde eu vi… Mas tudo pode mudar, não é mesmo?! Mas esse fator não diminui a potência do show, que mesmo sendo uma produção pós apocalíptica, não mergulha completamente no terror ou no drama, ela se concentra em uma outra narrativa; ele se utiliza de uma abordagem cômica para lidar com os eventos, mesmo que de maneira um pouco mais sombria.

É grandioso ver uma obra se transformar e se adaptar ao mundo como está. Em 2002 ainda se acreditava que mulheres não seriam capazes e como a morte de todos os homens impactaria a economia e a política; quase 20 anos depois, Y:THE LAST MAN, mostra quão isso era errado.

E em um momento onde vemos um mundo incrivelmente polarizado em tantos aspectos, é gratificante ver que o “apocalipse” pode trazer a reflexão de uma sociedade e de uma geração acerca da compreensão binária de gênero.

Há 20 anos atrás se imaginou em homens Cis sendo dizimados, e nem cogitaram a hipótese de pessoas trans, e o show traz isso com maestria, e essa abordagem, é somente um das tantas que Y:THE LAST MAN trará consigo ao longos dos episódios, e eu mal posso esperar para conferir tudo!

A nova série do Star, é envolvente, sombria, reflexiva e emocionante. Um escape perfeito do mundo real – talvez nem tanto-, mas vale MUITO seu play.

Y: THE LAST MAN já está disponível no Star+ com episódios semanais.

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