WHITE LINES | Com uma narrativa viciante a série mostra seu potencial!

Uma mão mumificada surge logo na primeira cena, onde a areia escorre de maneira gradual, saúda o espectador e o convida para mergulhar nessa série que promete ser o próximo sucesso da Netflix.
Criado por Àlex Pina, deixa sua assinatura presente, assim como em La Casa de papel, proporciona reviravoltas e descobertas a cada episódio e uma protagonista inconsequente (assim como a Tóquio).
A série acompanha Zoe. Uma mulher inglesa, que durante 20 anos acreditou que seu irmão a tivesse abandonado, mas descobre que foi assassinado e enterrado em Alméria.
A Narrativa primária de Zoe, mostra uma mulher angustiada e traumatizada com a ausência de seu irmão Axel Collins, um aspirante a Dj, que largou a pacata vida em Manchester para tentar a sucesso na carreira em Ibiza, no melhor estilo Nancy Drew de ser.
Zoe, precisa de respostas e viaja, rumo à Ibiza em busca dos “amigos” e Axel, que viajaram com ele, ainda nos anos 90 e chega em Marcus. Hoje um DJ falido, que sobrevive do narcotráfico. No entanto, sua desconfiança, e a gana em descobrir mais sobre o passado de seu irmão, a conduzem por uma sequência de ações impensadas.
Dentro da narrativa, tais atitudes são justificáveis, pois se tornam o fio condutor das reviravoltas, presentes em cada episódio, o que torna White Lines viciante.
- FROZEN II | Animação ganhará documentário no Disney+!
- 13 Reasons Why | O que esperar da quarta e última temporada?
- A MISSY ERRADA | Mesmo exagerada é uma boa distração!

- GAME OF THRONES | O impacto do casamento vermelho!
- AS CRÔNICAS VAMPIRESCAS | AMC produzirá adaptação da obra de Anne Rice!
- O GRITO: ORIGEM | Série ganha trailer assustador!
O suspense se desenrola em duas linhas temporais, uma retrata os dias de glória do grupo de amigos nos anos 90, quando eles comandavam o cenário das boates em Manchester e a tentativa de ganharem a fama em Ibiza, e o período atual, onde acompanhamos o desenrolar do mistério de quem matou Axel e por quê.
Com sua classificação etária para +18, White lines abusa da nudez explícita, drogas, e cenas de sexo, em meio a um cenário paradisíaco, onde todos parecem não se importar.
Ao longo dos episódios vemos uma teia de acontecimentos, e novos núcleo que abrangem pessoas do alto escalão da região, que comandam as boates e o narcotráfico, começam a se entrelaçar com o suposto crime; deixando explícito que ninguém é inocente e que há muitos segredos por trás da morte de Axel.
A trilha sonora, regada à Happy Mondays, Farm, Radiohead, aliada a paisagem local, com cores vivas e sóbrias variando com a época e a emoção dos personagens é um show a parte na Série, e pode chamar ainda mais atenção, em virtude da nossa situação atual em meio a pandemia. Qualquer vislumbre da época em quem não precisávamos nos isolar é muito bem vindo.
A série, nos mostra o peso do sucesso aos 20 anos, e as consequências se essa fama não é administrada da maneira certa, tanto físico, quanto psicologicamente; além de nos mostrar uma crítica pesada sobre o luto.
White Lines, deixa claro seu potencial, nos 10 episódios que nos oferece; e se depender de Àlex Pina, que a cada cena, através das carreiras de cocaína, de uma parede, de um tecido listrado, ou dos rastros de Jet Ski na água reforça subliminarmente o título; este será seu novo thriller de sucesso.
A produção em duas línguas, White Lines é um coquetel furioso de ação, suspense, drama que precisa ser assistida e se prepare para se surpreender!
A primeira temporada de White Lines já está disponível na Netflix.