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Há tempos esperamos pelo primeiro lançamento da nova fase do MCU. Mesmo com Homem-Aranha 2 já introduzindo o futuro pós Vingadores: Ultimato, ainda não tínhamos conseguido entender um pouco do que aconteceu com o restante dos personagens após os desfechos do último filme dos Vingadores. Finalmente, após meses de espera, WandaVision é o primeiro passo para o futuro e um futuro extremamente promissor criado pela Marvel. Trailers e imagens já davam a ideia de que teríamos algo diferente e original, mas o seriado consegue criar uma produção voltada para o ramo dos heróis e ainda ser extremamente criativo e novo, fugindo de todas as fórmulas possíveis e imagináveis. 

De início é fácil perceber que WandaVision não será para todos os gostos. Muitos talvez não entendam o que a Marvel está querendo criar ali e podem achar a produção esquisita, confusa e sem propósito. Espere, caro gafanhoto, todos sabemos que Kevin Feige não dá pontos sem nó. A introdução de WandaVision é simplesmente incrível e os conhecedores das  histórias em quadrinhos irão perceber as pequenas referências desde os primeiros minutos. Embora siga um molde diferente, a série ainda é o primeiro elemento do novo MCU a que temos acesso e irá culminar em um futuro combinado com filmes como Pantera Negra 2 e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. 

A série

Os primeiros minutos logo mostram a nova realidade de Wanda (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany), vivendo escondidos dentro de um sitcom clássico norte-americano. Buscando conseguir se esconder do mundo e ter sua vida ao lado do homem (ou máquina) que ama, Wanda escondeu o casal dentro de uma fantasia em preto e branco dos anos 50. Eles agora tentam criar a imagem de um tradicional casal do subúrbio, cujas preocupações são festividades do bairro e fofocas com a vizinha. Pode parecer estranho ver duas figuras extremamente poderosas tendo que trabalhar e seguir uma vida mundana, mas não se engane, ainda estamos dentro do MCU. Os detalhe surgem aos poucos, como em comerciais intercalados com a história que trazem um símbolo conhecido para os fãs da Marvel. 

Não demora para os indícios aparecerem nas nuances de cada cena, como um aviãozinho sendo lançado ou ainda um pingente em um colar. Nada em WandaVision é por acaso ou simplesmente bobo como aparenta, tudo é proposital. E com a chegada do terceiro episódio, a série enfim começa a engrenar para o que veio oferecer como objetivo principal. 

O elenco

O sucesso de WandaVision só é possível graças ao trabalho e ao talento gigantesco de Elizabeth Olsen e Paul Bettany. Sempre mascarados e escondidos pela sombra dos “Vingadores Originais”, finalmente Wanda e Visão tem sua chance de brilhar…e como brilham. Os dois atores estão simplesmente incríveis em seus papeis, mostrando-se confortáveis com essa nova realidade. Wanda é quase uma Jeannie, do clássico de Jeannie é um Gênio, interpretando a dona de casa com poderes de forma engraçada, lúdica e muito bem desenvolvida. O grande destaque fica por conta de Bettany, que mesmo com ou sem a “capa” do Sintozóide, cria um personagem adorável e leve, além de espontâneo e muito divertido.

O que mais chama a atenção aqui é a química que existe entre o casal. Eles são duas figuras muito poderosas, cujo relacionamento foi pouco explorado nos cinemas, mas que na série agradam desde o começo. O casal é incrível junto, completando-se na dose certa e mostrando uma parceria muito bonita, ainda não vista nos filmes de heróis da Marvel (salvo entre Tony Stark e Pepper). Com Visão sendo o alívio cômico e Wanda seguindo o papel mais sério, a dupla funciona e muito dentro de cena. Sabemos de toda a complexidade e mistério que envolve a personagem da Feiticeira Escarlate, mas não pense que seu marido ficará para escanteio. Os dois são importantes ali e isso é o que mais agrada na série.

As coadjuvantes

Sem desmerecer as personagens, apenas para dividir entre os protagonistas que dão nome a série e o restante do elenco, temos Agnes e Monica Rambeau, interpretadas respectivamente por Kathryn Hahn e Teyonah Parris. Agnes é caricata, uma representação ótima das personagens clássicas de séries dos anos 50. Ela é engraçada e intrometida, além de ser a vizinha fofoqueira que todos sabemos existir. Mas não se engane, há muito escondido na vizinhança. Já Teyonah cria uma Monica diferente do que vimos no filme da Capitã Marvel e sua importância ainda será muito explorada na série.

WandaVision tem a fórmula de sucesso nas mãos, com episódios curtos e bem desenvolvidos, que irão correr diante dos olhos do público. O curioso da série está no desconhecido, no formato até hoje não abordado dentro do MCU. Mas estamos falando de futuro e o passado precisa ser lembrado e deixado para trás.

WandaVision chega dia 15 de janeiro no Disney+.