Porque She Hulk ironiza o MCU?

She-Hulk, série original da Marvel disponível no Disney Plus… Dividiu opiniões desde sua estreia, e no episódio final mostrou para que veio desenhando para quem não havia entendido para que ela existia.

Mas porque a série ironiza o MCU?

Semanalmente foram muitas reclamações acerca do que a série do MCU nos oferecia. Reclamações estas que variavam da qualidade do CGI, até as pautas feministas que aparentemente incomodavam muitos que diziam não serem necessárias.

Muitos criadores de conteúdo, na sua maioria mulheres, sofreram ataques e ameaças por enaltecer esse tipo de abordagem tão necessária nos dias atuais, e quando estes achavam estar sozinhos, a Marvel foi lá e desenhou para quem precisava entender, não somente a necessidade de se quebrar o estereótipo da raiva feminina debatido desde o momento zero do show, como também ironizou os comentários inflamados das redes sociais, deixando claro que para a empresa não significam nada, além de barulho na internet.

Quando Jen quebra a quarta parede -literalmente- atravessando para o mundo real e batendo na porta dos roteiristas e do KEVIN, ela está assumindo a posição do espectador, a nossa posição. Jen não estava contente com o fato de sua história estar sendo apagada e deixada de lado com tantas narrativas acontecendo ao mesmo tempo. Ao fazer isso, ela mostra a necessidade que nós temos de assumir o controle de nossas próprias vidas, independente da narrativa que a própria vida nos oferece. Somos capazes, somos fortes.

Na sala de roteiristas, ela questiona o caos que estava “aquele último episódio” e eles disseram “Achávamos que seria divertido”, ou “Tem coisas que não podem ficar de fora”. Isso é uma crítica direta a galera da internet que reclamou que os episódios de She-Hulk eram lentos, que não tinha nada acontecendo, ou que até mesmo não eram canônicos em relação aos quadrinhos, como a típica frase de “Mas nos quadrinhos não é assim”.

O ato final, quando Jen encontra com KEVIN, é a cereja do bolo, tanto porque é uma analogia a Kevin Feige -e isso fica claro- mas também porque todas as falas que ele executa, sobre o valor do CGI, sobre os críticos do twitter, sobre as escolhas criativas, e a própria Jen querendo saber dos X-MEN é a personificação do que vemos nas redes.

Então se não ficou nítido para você, entenda… She-Hulk tem um dos melhores roteiros de séries do MCU, e sabe porque? Porque é inteligente, e principalmente porque incomoda. Incomoda quem vive em uma bolha de privilégios e não enxerga nada abaixo do próprio nariz, incomoda quem não enxerga o mundo que vive, onde mulheres morrem a cada hora, onde ainda hoje o machismo mata. E ainda sim, trazendo novos personagens e fazendo conexões com futuras e antigas produções da Marvel.

She-Hulk, silenciosamente -ou não- empodera as mulheres para que estas assumam o poder de sua narrativa e critica os que se escondem por trás de fakes em redes sociais a fim de destilar ódio, seja sobre qualquer assunto.

No mais, espero que esse final tenha servido de uma luz no fim do túnel para muitas pessoas, e para os que não entenderam, te vejo na segunda temporada!

Jennifer Walters — uma advogada especializada em casos envolvendo super-humanos — deve lidar com a complicada vida de uma mulher solteira de trinta e poucos anos que, por acaso, é uma hulk superpoderosa de 2 metros.

She-Hulk já está disponível no Disney Plus.

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