Filmes de terror estão entre os mais amados pelos fãs de cinema. A sensação de pavor provocada por uma imagem fictícia na tela vem angariando um público cada vez maior ao longo dos anos. Seja através de monstros, animais assassinos ou espíritos malignos, o horror se tornou, curiosamente, um prazer. Mas há muito por trás de uma grande produção de suspense/terror do que apenas provocar medo. Com o passar dos anos, tornou-se cada vez mais difícil assustar o público verdadeiramente. E o resultado as vezes é um desastre.

Por que se tornou tão difícil produzir um conteúdo de terror de qualidade?

Muito já se passou desde que Georges Méliès lançou A Mansão do Diabo, em 1896. O primeiro filme de terror do mundo marcou a época pela originalidade, por trazer um tipo de conteúdo nunca antes visto. Por que iríamos pagar para ver algo que nos traria medo ou pavor? Seja qual for a razão psicológica, o gênero pegou e vem crescendo cada vez mais. Por consequência, a originalidade vem se tornando cada vez mais rara.

O uso de efeitos cada vez mais modernos na criação de monstros e aberrações já se mostrou ser um verdadeiro tiro no pé. Boa parte dos filmes de terror que ganharam uma versão atual já foram classificados como menos assustadores do que suas versões originais. O grotesco assusta, enquanto o visual bonito de monstros, por mais bizarros que sejam, traz no público apenas a sensação de estar diante de algo sobrenatural.

Animais?

Boa parte dos filmes de terror ruins envolvem animais assassinos, que um belo dia resolveram se vingar da sociedade. Produções como Sharknado, Zombeavers e franquia Piranhas Assassinas se tornam motivo de piada dentro do universo do horror. Com exceção daqueles que têm fobia dos animais em questão, é difícil sentir um medo profundo ao ver um castor assassino perseguindo pessoas. Só a ideia é motivo de risadas.

E o que falar dos grandes clichês hollywoodianos, como mulheres loiras e magras, perseguidas por um assassino mascarado? É claro que estamos falando de Pânico, um clássico dos cinemas que até ganhou uma franquia satirizando a produção. O medo do sobrenatural existe, mas vem se tornando cada vez mais raro. Usar de cenas com uma grande quantidade de sangue, assassinos no porão e meninas que saem da televisão tornou-se batido. E sentir medo de algo já visto antes é extremamente improvável.

O óbvio

Monstros não existem. Ao menos não aqueles mostrados em algumas produções de terror, como Poltergeist e A Garota Infernal. Para os mais céticos, temer algo que não existe é difícil, afinal, basta ter em mente que não passam de bonecos. As maiores produções de terror dos cinemas tem, em sua maioria, elementos da realidade e indícios de que aquilo exibido na tela realmente poderia acontecer.

O pavor de uma criatura com 8 braços é bobo, mas fugir de um serial killer humano, que coloca pessoas em armadilhas mortais, é verdadeiramente apavorante. E não precisamos comentar o que acontece com filmes de espirito, como O Exorcista. Histórias reais transformadas em terror nos levam a questão: será que isso um dia pode acontecer comigo?

Filmes de terror também ganham destaque por sua originalidade, como já mencionado antes. O sucesso de It, por exemplo, abordou o protagonista do palhaço de forma genial e bem desenvolvida. Foi a primeira vez que vimos algo realmente assustador, com um personagem que deveria trazer alegria para crianças.

Criar medo é difícil, mas não impossível. Existem desastres, mas há ainda aqueles filmes que nos deixam de cabelo em pé.

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