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Os Orfãos, adapta o livro “A volta do Parafuso” de Henry James, sendo esta uma das adaptações mais decepcionantes já feita.

A trama se passa nos anos 90 e acompanha Kate, que resolve abandonar sua vida para se tornar babá de Flora em uma mansão sinistra. Logo Kate começa sentir como se hovesse uma presença estranha. Em seguida ela conhece Miles, o Irmão de Flora que vivia em um internato e volta misteriosamente. Toda a trama leva Kate a viver experiência assustadoras.

Morte, solidão, loucura e medo, constumam ser elementos excelentes e necessários para se construir uma boa história de terror, não é mesmo? Pois bem, infelizmente nem estes foram suficiente para fazer de O Orfãos, minimamente interessante, o que é decepcionante, pois a obra base já originou tantos outros filme interessantísimos e de sucesso.

A fotografia, é exageradamente escura, com o intúito de inserir a atmosfera sinistra que lhe compete, no entanto, isso não se sustenta. se tornando demasiadamente cansativo.

As atuações medianas de Finn Wolhard e Brooklynn Prince me surpreenderam. Mas, acredito que muito tenha sido por parte da infeliz direção de Sigismondi, tendo em vista todo o conjunto da obra.

Com excessivos jump scares, Os Orfãos é massante, escuro e arrastado. Seu desenvolvimento é lento, e a construção dos personagens é praticamente inexistente. Um exemplo claro, e que seria necessário para que o fim tivesse significado era a exploração do medo real de Kate, relacionado à sua mãe e a insanidade.

Se não bastasse, a conclusão incoerente nos leva a questionar o porquê?. Não só o por que a diretora escolheu esse desfecho medíocre, mas também o por que assistimos esse filme.

Os Orfãos foi, mesmo com algumas poucas boas cenas, um dos piores filmes do gênero que assisti.

O filme está atualmente nos cinemas.