O recém chegado filme original espanhol da Netflix, que vem chamando a atenção do público intitulado O Poço, trouxe à plataforma uma grande metáfora social, que aborda diversos assuntos, entre eles: desigualdade social, fome, sobrevivência, desespero, angústia e extremismo, usando o terror para incluir o uso da violência.

O responsável por fazer nossas mentes fervilharem é Galder Gaztelu-Urrutia, que antes de O Poço, só tinha dois curtas-metragens em seu currículo como diretor.

Durante o Festival de Toronto, o diretor foi entrevistado pelo portal iHorror onde contou mais sobre a trama do filme:

“…Não se trata de mudar o mundo, mas de entender e colocar o espectador em vários níveis e ver como eles se comportariam em cada um deles. As pessoas são muito parecidas entre si. É muito importante onde você nasceu e em qual família, mas somos todos muito parecidos. Dependendo da situação na qual você se encontra, você vai pensar e se comportar de uma maneira diferente. Então, estamos provocando o público para entender os limites de sua própria solidariedade”.

Galder ainda complementa:

“… O que você faria estando nos primeiros e nos últimos níveis? Nós não julgamos, mas fazemos o questionamento e deixamos para o público a decisão”.

Em uma prisão onde os detentos nos andares de cima comem melhor do que os que estão abaixo, um homem decide fazer algo para mudar essa situação.

O Poço já está disponível na Netflix.