Escolha uma Página

No próximo dia 26 chega ao HBO MAX, a produção original ‘O HÓSPEDE AMERICANO‘. Criada e dirigida pelo cineasta Bruno Barreto, acompanhamos o 26º presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que após uma derrota esmagadora em sua campanha política, decide embarcar em uma aventura, a fim de buscar sua juventude perdida, ao lado de seu filho e de seu melhor amigo, com o objetivo de explorar o último rio não cartografado do país: o Rio da Dúvida, em Rondônia.

Tivemos a oportunidade de participar da coletiva de imprensa, que contou com a presença de Aidan Quinn, Chico Diaz, Chris Mason, Dana Delany e Bruno Barreto que nos deram alguns detalhes, não somente sobre a produção mas também sobre os bastidores.

A expedição, financiada pelo museu de história natural americano, foi guiada pelo marechal e sertanista brasileiro Cândido Rondon e rendeu um livro escrito por Roosevelt, ‘Na Selva Brasileira’. A produção aborda pontos culturais de ambos os lados, e é possível ver, retratado com maestria a dualidade de Rondon e Roosevelt, e sua complexidade.

Bruno Barreto, nos conta do porque contar essa história:

“Eu queria muito contar essa história porque achei que Theodore Roosevelt era um personagem incrível… Ele personificou algo que é muito raro hoje em dia no mundo, que é a complexidade. Em uma época tão polarizada entre esquerda e direita, bem e mal, com a vida sendo tão simplificada, eu acho que Theodore Roosevelt pode ser uma lufada de ar fresco, embora ele tenha vivido há mais de 100 anos”

Foram aproximadamente 3 meses de produção no Brasil, em 2018; e o clima foi um grande desafio, bem como a logistica:

“Não foi fácil, no primeiro dia que nós chegamos no set, que era apenas uma pequena clareira do lado de um rio na Amazônia, todo mundo percebeu que iria demorar bem mais do que nós esperávamos para gravar. Foi uma logística muito grande”, explica Chris, que interpreta Kermit Roosevelt, filho do político.

O ator revela que precisava pegar barcos todos os dias para chegar as locações e que existiam profissionais especializados para lidar com os animais que eles encontravam,tais como cobras e escorpiões.

“Eu fiz muitos papéis excelentes, incluindo provavelmente o maior papel já escrito, Hamlet. Mas faz muito tempo que eu fiz uma série de televisão, e no final desse projeto eu pedi a Deus para me enviar algo que valha o meu talento e que use cada grama de mim. Eu não sabia que Deus me levaria tão a sério… Assim que fechei o roteiro, eu disse a mim mesmo: essa vai ser a coisa mais difícil que já fiz, mas eu tenho que fazer. É um personagem extraordinário. É uma história incrível. Eu amo os temas, todas as contradições e trabalhar com um elenco notável no Brasil. Finalmente está saindo”, Nos conta Aidan, que interpreta Theodore Roosevelt.

O ator, ainda definiu ‘O Hóspede Americano’ como um dos mais difíceis da sua carreira.

E ainda, no que se refere aos desafios vividos nas filmagens, Chris Manson acredita ter sido os momentos filmados no Rio, por questões técnicas mesmo.

“Sim, definitivamente. Nós tivemos alguns problemas técnicos com os barcos e as coisas ficavam um pouco assustadoras às vezes”, concorda Aidan.

E por mais que a produção de Bruno Barreto, seja uma obra de ficção, não deixa de ser baseada em eventos reais; esse ponto foi muito bem levantado por Dana Delany, que interpreta Edith Roosevelt, a atriz delibera como sempre é extremamente complexo trabalhar com fatos históricos, exigindo dos envolvidos muito estudo e pesquisa.

Ainda que vejamos ali parte da história, O HÓSPEDE AMERICANO, tem mais a nos dizer do que imaginamos. A minissérie abre a cortina mental e proporciona inúmeras lições, principalmente para nós brasileiros e para os americanos, que certamente nos tocará de forma distinta.

“Eu gosto do fato que Theodore Roosevelt foi para lá procurando uma aventura, era tudo que ele esperava. Ele usava essas escapadas para fugir da depressão dele. Não acho que ele estava preparado para o que ele encontrou lá. Ele chegou como um colonizador branco que só iria ter uma aventura e foi pego de surpresa pelo quão difícil foi e que nem todo mundo queria ele lá. As pessoas tinham uma vida diferente e queriam manter isso. É um exemplo ótimo de americanos querendo salvar o mundo e que acabam aprendendo uma lição difícil”, explica Dana.

Quando falamos que um filme não é só um filme, uma série não é só uma série, é sobre isso que falamos. Extrair aprendizado, até das produções que menos esperamos.

Então se permita, e não perca a estreia de O HÓSPEDE AMERICANO dia 26 de setembro, na HBO MAX.

LEIA MAIS SOBRE ENTREVISTAS