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Em 20 de julho de 1969, os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram em solo lunar, fincando ali ,a bandeira dos EUA, com o intuito de comprovar serem os primeiros a colocar as botas na Lua.

Mas isso os faz detentores do monopólio sobre os recursos naturais existentes no satélite natural da Terra?

Em 2019, A Nasa, agência espacial americana, anunciou que planejam retornar a Lua, mas desta vez, com o intuito da instalação de uma base. Jim Bridenstine, administrador da agência falou sobre:

“… o melhor e mais brilhante da indústria americana para ajudar a projetar e desenvolver aparelhos para desembarcar humanos na Lua”.

Bridenstine Complementa, explicando o objetivo da missão:

“Estamos indo para a Lua com novas tecnologias e sistemas inovadores para explorar em toda a superfície mais locais do que imaginávamos. Desta vez, quando formos para a Lua, ficaremos”.

A informação de 2019, é então corroborada, por meio de uma ordem executiva assinada pelo Presidente Trump, cuja finalidade é possibilitar que o país possa minerar livremente recursos naturais da Lua.

Tal atitude, evidencia que os EUA não vê os recursos espaciais como patrimônio Universal, de uso comum da Humanidade, ferindo o tratado do Espaço Sideral de 1967, que visa a criação da base de uma lei espacial internacional.

O tratado em questão proíbe o uso de armas nucleares no espaço, limita o uso da Lua e demais objetos espaciais para apenas propósitos pacíficos, além de estabelecer que o espaço seja livre para ser explorado por qualquer nação, ainda que nenhuma delas possa declarar soberania em nenhum corpo celeste.

Tal questão, desagrada as nações e ainda haverão muitos desdobramentos certamente.

Estabelecendo então o paralelo entre a ficção e a realidade, a série Space Force (Netflix) tocará nesse ponto, a fim de causar a reflexão e até mesmo levar a conhecimento do público o tema, promovendo grande debate.

Greg Daniels, explicou um pouco mais sobre o que vem a ser a série, dizendo se tratar de uma sátira, sobre a colonização lunar:

“… De repente, todo mundo percebeu que havia riquezas na lua, e tínhamos que reivindicá-las. Parece que agora existe uma disputa para colonizar o espaço. O contraste entre isso e os primórdios e esperançosos dias da NASA, quando levar uma pessoa à lua era uma conquista para toda a humanidade, é um bom assunto para sátira.”

Esse debate e a fomentação destas informações são fundamentais, principalmente quando vemos pelo lado de monopólio de recursos universais.

Essa soberania de um governo, pode afetar o mundo como o todo, o conhecimento é mais do que necessário, e correlacionar a realidade e a ficção, vem a ser uma aliada na propagação do conhecimento, sendo minimamente interessante.

Afinal, um filme nunca é somente um filme, assim como uma série nunca é somente uma série!

Space Force estreia dia 29 de maio na Netflix.

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