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Inacreditável, nova minissérie Netflix Intercala descaso com a busca pela Justiça acerca de crimes sexuais evidenciando a ineficiência do sistema.

Bem como o nome do show, Inacreditávela é a expressão perfeita do sentimento ao assistir já nos primeiros minutos a minissérie que adapta um premiado artigo sobre um caso de abuso sexual ignorado pela polícia na época.

Dividida em 2 momentos. O primeiro acompanha Marie Adler em washington que por sí só já vive um drama, sendo fruto do sistema de adoção é excluida pela família adotiva e vive em uma residência de jovens que recebem recursos do governo. Ao ser vítima de estupro, é desacreditada pelo simples fato de ser menor. Confesso que a sensação de revolta ao assistir é latente, a pressão, o trauma, a opressão vivida pela personagem é tão grande que ela se auto questiona sobre a veracidade do acontecimento, sendo -praticamente- coagida a negar e assumir calúnia em juizo. Tal ato, leva Marie a perder o emprego, amigos, família e ver tudo isso acontecer é angustiante.

Já o 2º momento que se passa em Columbia  é o mais dinâmico. A Química entre as personagens Karen Duvall e Race Rasmussen é realmente boa e ver ambas se aliando para encontrar o estuprador é muito natural e acertivo tanto nos diálogos precisos, quanto na tensão.

Impossível destacar algo em Inacreditável, a minissérie é a verdadeira definição de “conjunto da obra” que destaca problemas tão atuais (Homofobia, abuso sexual, racismo…), que se arrastam por décadas vide “Olhos que condenam” e precisam estar cada vez mais em evidência e opta por despertar no espectador os sentimentos causados pela forma com que o ainda despreparado sistema policial e jurídico trata as pessoas que sofrem esses tipos crimes.

Inacreditável já está disponível na Netflix