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Sou extremamente grata por ter vivido na mesma época que essa Diva. Uma estrela a frente de seu tempo que lutou até os último dias de sua vida pelo que acreditava ser certo e justo para todos.

Hebe – A estrela do Brasil é uma cinebiografia corajosa, que apresenta quão corajosa era e que traz como pano de fundo um evento histórico que -pasmen- condiz exatamente com nossa atual realidade.

Retratando a vida da apresentadora mais amada do Brasil, no período de 82 à 90 apresenta a censura velada acerca dos meios de comunicação pós ditadura onde não deveria estar mais presente.

um período frágil, Hebe deu voz aos LGBTQI+ e aos menos afortunados, incomodando assim chegando a ter seu programa classificado como “tribuna de aliciamento e apologia ao homossexualismo

Sua demissão da Bandeirante, bem como sua separação são retratadas da obra de maneira visceral. Destacando a atuação impecável e verossímia de Marco Ricca que deu vida ao personágem extremamente homofóbico, violento e machista. Andrea Beltrão é muito competente em encarnar a apresentadora, tanto física, quanto emocionalmente, proporcionando junto ao glamour em frente à televisão a humanização detrás dela.

O que mais impressiona é que o filme retrata, em sua narrativa de pano de fundo, casos que ocorreram há mais ou menos 30 anos; e parafraseando Cazuza “Eu vejo o futuro repetir o passado” vemos as mesmas bandeiras sendo erguidas permanecendo tão atuais: a defesa de minorias, a epidemia de violência doméstica, a censura que retorna às manchetes etc. Tais pautas não buscam corromper a bondade do homem, mas trazer essa bondade de volta; porém o autoritarismo não suporta opiniões contrárias, e tenta silenciá-las custe o que custar.

Hebe – A Estrela do Brasil tem um ritmo fluido, verdadeiro e descontraído -em determinados momentos-, que nos oferece uma viagem no tempo à vida daquela que pra sempre será um ícone e exemplo para todos nós!

Hebe – A estrela do Brasil chega aos cinemas em 26 de setembro.