Dona de uma voz gostosa de ouvir e chegando com seu mais novo lançamento, Gali Galó apresentou Caminhoneira na última terça-feira. A artista faz parte de um gênero musical que está em ascensão no Brasil, o Queernejo, que apesar de ter buscado inspiração no sertanejo, usa a música para quebrar estereótipos e definições engessadas presentes no estilo.

Caminhoneira não é o primeiro sucesso de Galó, que também é a voz por trás de Fluxo, já disponível no YouTube . O novo single segue com uma pegada sertaneja, principalmente na batida com uso de viola bem tradicional. O novo single integra o próximo disco da cantora, que além de álbum visual, também trará um filme de estrada e um Falso Documentário. Em sua letra, Gali busca representar as mulheres viajantes, que pegam na estrada dentro do seu caminhão.

A metáfora presente também retrata o orgulho de mulheres lésbicas “masculinizadas”, que buscam cada vez fugir do estereótipo pré definido para o gênero.

Confira Caminhoneira:

Fazer a gravação de um clipe em quarentena não foi difícil, mas Gali garante que todos os nomes da produção participaram de suas próprias casas. Ela ainda adicionou que preferiu aprender como fazer algo dentro de casa, do que esperar o momento de voltar para o estúdio.

Eu fiz o meu home estúdio aqui em casa, em Belo Horizonte. Comprei uma placa de áudio simples, um microfone simples e desde então eu venho gravando. Daqui de casa eu gravei a voz e a viola caipira e mandei pra Mônica Agena, que é a produtora. A Erica Silva gravou o baixo e o beat, diretamente de Curitiba, assim como o violino, que quem gravou foi a Carla Zago. A Theo Charbel, que foi a pessoa que assinou essa composição comigo, lá de Mato Grosso. Ela gravou de São Paulo e a segunda voz, além de ser a compositora dessa música. Depois tudo foi mixado pelo Pedro Serapicos, que participou também da masterização.

Caminhoneira está disponível nas principais plataformas digitais.

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