EUPHORIA: 2ª Temporada mostra uma versão não tão neon da adolescência

Quando Sam Levinson, e parte do elenco em entrevistas, disseram que a temporada seria mais pesada e mais sombria, eles não brincavam.

Esqueça o gliter e o Neon; esqueça a forma as vezes sutil de tocar na ferida. O novo ano de Euphoria é agressivo, ousado e repleto de gatilhos; onde veremos alguns lados e passados dos personagens, até então desconhecidos.

Neste novo ano, continuaremos a acompanhar os jovens em busca de suas próprias identidades e traumas; vivendo seus amores e desamores; e lidando com as consequências de seus atos, e no primeiro episódio, que vai ao ar hoje (09)à 23h na HBO,  a trama continua o que vimos na primeira temporada, e nos especiais Rue e Jules, mostrando o reencontro deste grupo durante a virada de ano. Narrado por Jules, saberemos mais sobre o passado de Fez e de Ashtray. Novos laços serão criados, novos romances serão iniciados, alguns até improváveis… Mas o desfecho, esse sim, diz diz para que veio esse novo ano de Euphoria! ESTEJA PREPARADO!

Fiquem atentos, os demais capítulos se utilizarão de elementos da temporada anterior, que servirão de fio condutor para as novas linhas narrativas futuramente exploradas. Nate, Fezco, Cassie, Rue, Jules [mesmo sem tanto tempo de tela] e Maddy serão peças chave neste novo ano, que contará com flashbacks impactantes e revelações surpreendentes.

Continuaremos a ver como os traumas da infância destes adolescentes tendem a impactar na personalidade e nas ações e como os moldam enquanto indivíduos.

Os episódios 4,5,6 são um soco no estômago. Viscerais, tais quais o especial intitulado RUE; e mais uma vez aqui vemos a força de Zendaya e entendemos do porque ela foi merecedora do Emmy, e não estranharia uma nova indicação viesse; (no entanto outra figura igualmente relevante é Sydney Sweeney que está genialmente insana).

Rue, é um lembrete constante de como a sociedade lida os adictos e como eles se sentem. É um retrato de como os que estão ao seu redor são impactados e sofrem igualmente, Tal qual no especial, Rue tende a ponderar sua existência no mundo: “Tenho certeza que a maioria das pessoas diria que o mundo seria um lugar melhor sem mim. Eu não discordo. Na verdade, tenho tentado deixá-lo.”

A Qualidade da fotografia e da filmografia se mantém impecável, e é possível perceber a influência de alguns cineastas, o uso de Close-ups que parecem surreais ainda se fazem presentes, e remetem novamente à sensação de solidão do jovem em meio a uma sociedade crítica e como seus problemas parecem sempre maiores do que realmente são… E Sam Levinson consegue mais uma vez o que desejava, fazer a conexão e promover a empatia do espectador com a realidade de muitos; traçando um paralelo com sua história de vida.

Meu único ponto negativo, foi o pouco aproveitamento de Hunter Schafer e Barbie Ferreria; ambas tem pouquíssimo tempo de tela e arcos inacabados, mesmo com alguma relevância.

Em suma, Euphoria retorna com ainda mais força e gana de mostrar que o mundo dos adolescentes nem sempre é tão neon assim, que existe muita dor… mas também muito amor, se se permitir olhar. Eu mal posso esperar para ver o desfecho do show e espero que seja somente o caminho para que uma história com potencial e incrivelmente necessária se perpetue. 

A segunda temporada de Euphoria chega hoje, 09 de janeiro, na HBO e HBO MAX, com episódios semanais!

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