ELE É DEMAIS trás a essência do filme clássico com mensagem atual e muito carisma
Desde que uma nova versão do clássico noventista ‘Ela é demais‘ havia sido anunciada, fiquei com uma pulga atrás da orelha, em partes por aquele apego de ver um dos meus filmes favoritos reimaginado, e em outras por ter Addison Rae, uma Tik Toker no papel principal. Soa preconceituoso né? E talvez seja, mas o que posso te dizer, que qualquer ressalva caiu por terra quando dei o play.
Em ‘Ele é demais’, que chegou no último dia 27 de agosto, na Netflix acompanhamos Addison Rae como Padgett Sawyer, ela interpretará uma popular influenciadora de mídia social, filha de uma enfermeira, vivida por Rachael Leigh Cook, que aceita o desafio de transformar o maior perdedor da escola, vivido por Tanner Buchanan, em Rei do Baile.
Padgett esconde um segredo, e vive de aparências, e mesmo com a mesma pegada do original, o longa consegue (re)contar a história trazendo para a atualidade, com elementos que aproxima a produção da realidade dos jovens, e trás uma crítica incrível sobre nos escondermos.
E quando falo escondermos, toco no ponto crucial das redes sociais, onde grande parte dos jovens vivem uma realidade que não condiz com a deles, e idealizam vidas com base, muitas vezes nas mentiras contadas por outros influenciadores, que provavelmente também vivem vidas de mentiras. A mensagem principal é que sim, podemos ter redes, mas ser verdadeiro é fundamental, não só consigo, mas com quem te acompanha.
Freddie Prinze Jr. infelizmente não participou do projeto, mas Rachael Leigh Cook é um easter egg vivo do filme original, principalmente quando o roteiro a conecta com a trilha sonora do baile…
E por falar em baile, esse -na minha humilde opinião- foi o momento mais aleatório da produção, quando as meninas, de grupos de dança da escola [grupos esses que só foram mencionados] fazem uma disputa coreografada na pista. Oi?!
Entendo que tais coreografias, sejam referências diretas ao próprio trabalho de Addison no Tik Tok [que é a rede social mais usada no filme].
E por falar em Addison, precisamos enaltecer! A menina é brilhante e carismática, a química entre ela e Tanner Buchanan é surreal e ela sustenta não somente a personagem, mas entrega e se doa a cada cena… Vejo um futuro nas telas para essa menina, de verdade.
Em suma, Ele é demais, é um grato presente para os fãs do clássico, e uma excelente forma de resgatar uma fórmula esquecida. Mesmo deixando os coadjuvantes em segundo plano, acerta em trazer de volta antigos rostos… Mas principalmente, merece sua atenção por passar a mensagem de maneira assertiva e deixar aquele quentinho no coração.
Ele é demais já está disponível na Netflix
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