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Chris Columbus sabe muito bem como fazer magia. O diretor por trás dos dois primeiros filmes da franquia Harry Potter é também o responsável pela sequência de Crônicas de Natal, que chegou a Netflix na última semana. Enquanto o primeiro filme foi dirigido por Clay Kaytis, Columbus aceitou o desafio de comandar a sequência. Ele, que já é conhecido no mercado infantil, por lançamentos como Esqueceram de Mim, trouxe o melhor que um filme natalino poderia pedir. Mesmo que bobo, Crônicas de Natal 2 é daqueles filmes que aquecem o coração.

O Filme

O filme segue a história deixada em seu precessor, mas peca ao tombar muito para o lado infantil da trama. Enquanto o primeiro Crônicas de Natal surpreende pelo engraçado, sarcástico e encantado toque de comédia necessários, o segundo deixa muito a desejar. A principal troca pode ser vista no novo parceiro de Kate (Darby Cam). Diferente de seu irmão adoelscente, Teddy (Judah Lewis), que trazia um certo tom mais “jovem” e não infantil, Kate agora precisa salvar o Natal ao lado de Jack. O menino é filho do namorado da mãe de Kate, e assim como o pai, vem tentando conquistar a suposta nova família. 

Kate precisa salvar o Natal de novo, pois um novo vilão está tentando atormentar o feriado. A menina cresceu e agora é uma pré-adolescência em sua mais pura essência: emburrada, mimada e egocêntrica. Quando a família viaja para o México, um presente de Bob (Tyrese Wilson), ela teme o que irá acontecer na viagem, caso um certo pedido seja feito. Kate sente falta do pai e sabe o que o relacionamento da mãe com Bob pode significar. Seu jeito raivoso acaba coincidindo com os objetivos maléficos de Belsniekel (Julian Dennison), um elfo que foi amaldiçoado a virar humano, após ter questionado a soberania do Papai Noel (Kurt Russell). Banido da Vila no Pólo Norte, ele irá buscar seu jeito de se vingar…e Kate é a melhor opção.

Crônicas de Natal 2

Diferente do primeiro filme, que procurou passar uma mensagem sobre o Natal, o amor e a família, o segundo entra no clichê do filme infantil, com direito a vilão e tudo. A sensação que temos é que estamos vendo uma versão do anterior para o público mais jovem. As piadas beiram o besteirol e as panaquices e até mesmo as cenas de ação, contam com armas estilo NERF para salvar o dia. Quem diria que uma espuminha de borracha voaria tão longe? 

Kurt Russell mencionou que o papel do bom velhinho talvez fosse seu último papel e a sensação que temos é que essa realmente é sua despedida. O filme é todo baseado no ator e em seu feito carismático, ainda mais com um microfone nas mãos. Ele realmente é um excelente Papai-Noel, de uma forma inusitada e exótica que pouco conhecíamos. Ao final, aplaudimos mais uma atuação brilhante de Russell e esperamos por um filme melhor, que não vem.

Não há como falar de Crônicas de Natal 2 sem mencionar nossa maravilhosa Mamãe Noel. Goldie Hawn é a pessoa perfeita para o papel, de encarnar uma das mulheres mais amadas dos contos e fábulas. Ela é graciosa, uma verdadeira mãe dentro do elenco. Ao lado do ritmo frenético de Russell, entregam o equilíbrio perfeito para o casal. É um ponto positivo do filme, não há como negar. 

Crônicas de Natal 2 já está disponível na Netflix.