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Aos poucos os clubes brasileiros deixam as gestões ultrapassadas e aproveitam oportunidades que se apresentam. Em tempos de constante inovação tecnológica, essas transformações podem dar frutos rápidos e inclusive serem aproveitadas pelo gigante europeu ou pelo grande clube brasileiro.

A criação dos fan tokens é uma delas, por exemplo. PSG, Manchester City e Juventus estão embarcando na ideia, assim como Corinthians, Santos, Atlético-MG, Vasco e muitos outros clubes. 

As parcerias com plataformas tecnológicas de destaque também são mais comuns: o São Paulo fechou um grande patrocínio com o sporting beta que o coloca como pioneiro em possíveis ideias relacionadas aos mercados de apostas e outras parcerias tecnológicas, com uma empresa que cresce de forma exponencial e se abre também para depósitos e saques com criptomoedas e o uso de aplicativos cada vez mais inteligentes.

Uma fronteira que se abre para os clubes já é muito conhecida pela cultura geek e o mundo dos e-sports: o streaming ao vivo e o uso da plataforma Twitch. Já há um precedente para vender essa ideia no Brasil.

Que tal transmitir jogos pela Twitch

Os direitos televisivos são uma das grandes fontes de renda dos clubes de futebol e isso não mudará. Mas a questão da televisão é a que pode ficar um pouco ultrapassada. Com cada vez mais pessoas conectadas pelo smartphone e computadores em outras plataformas de vídeo e áudio, o futebol também precisa se adaptar.

O espanhol Ibai Llanos apresentou uma alternativa. O streamer é um sucesso na Twitch e começou a transmitir os jogos, comprando os direitos televisivos da Copa América 2021, por exemplo. A ideia faz todo o sentido: é possível chegar a um público na casa dos milhões, expor marcas e os jogos e ainda se adaptar ao torcedor mais jovem.

No Brasil também já tivemos um exemplo. O jogo Athletico x Vasco do Brasileirão de 2020 também foi transmitido na Twitch, em meio a uma grande discussão sobre a venda de direitos em conjunto ou separadamente no país. O Athletico é um dos clubes que mais se abriu a novos players em um mercado que a Globo dominou por anos.

Seja em parceria com uma grande empresa de transmissão – a Amazon, dona da Twitch, é uma das grandes candidatas – ou até fazendo parcerias com streamers/influenciadores para mais conteúdo especializado e até transmissão de jogos específicos (do estadual, por exemplo), sem dúvidas os jogos de futebol estarão cada vez mais nessas plataformas.

O poder de lives e o YouTube

As redes sociais já fazem parte da vida dos clubes, criando um canal direto com os torcedores que não existia até pouco tempo. Enquanto a imprensa e as mídias em geral ainda terão grande importância no futuro do esporte, a realização de lives, o uso do YouTube para conteúdo especializado e até a exibição ao vivo de treinos e jogos também são ferramentas cada vez mais usadas pelos clubes brasileiros.

Isso é fascinante porque o meio do futebol sempre foi tradicionalista e ultrapassado. Mas aos poucos o potencial e a renda que isso pode trazer é boa demais para se ignorar.

O mesmo se aplica para as plataformas de apostas. Não só futebol, mas também outros esportes e ligas eram reticentes em aceitar fazer parcerias e integrar um mundo que sempre existiu de palpites, bolões e previsões, sempre cuidando para tirar os riscos de manipulação de resultados.

As coisas começaram a mudar no Reino Unido, onde as casas de apostas físicas têm enorme popularidade e os clubes começaram a aceitar patrocínios no uniforme e a criação de relações com as empresas de jogo. Aos poucos isso se expandiu para a Europa e também o Brasil, onde 19 dos 20 clubes da Série A tem um patrocínio de uma casa de apostas.

A ligação com essas empresas tecnológicas, a aceitação das redes sociais e plataformas digitais, a criação de fan tokens, que usam a tecnologia blockchain que também é a do bitcoin e o começo da mudança nos direitos de transmissão para ter também transmissões digitais e online indicam que o futebol se abre para coisas que os e-sports já aderem há algum tempo. A inovação chega para todos.

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