O estande da Editora Leya na #Bienaldolivro este ano tem algumas ótimas novidades. Além da prestigiada presença da obra de Brian McGreevy, “Hemlock Grove” (exatamente o livro que inspirou a série do Netflix – inclusive, já conferiu nossa entrevista com elenco?), temos outros títulos de grande interesse – e um destes é “O Julgamento de Shemaya”.

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Neste conto, encontramos uma jovem sentada sozinha em um banco de uma estação de trem deserta. De início, ela nem faz ideia de como chegou lá, o porque estaria ali e para onde iria após.

Mas as memórias vão retornando a medida que a trama avança, e a advogada Brek Cuttler logo descobre um fato chocante: ela está morta. Mas esta descoberta é apenas o início de um interminável questionário que lhe nubla a mente: o que teria provocado sua morte? Como aceitar que o mundo no qual você vivia e toda a sua família e entes querido ficarão para trás? O que se abateu sobre ela… Teria sido justo? O que é a tal de “justiça divina”?

Mas o livro vai muito além de apenas uma única alma a se lamentar pelo seu triste e inesperado fim.

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Como advogada, Brek logo vai descobrir que foi escolhida para integrar um grupo muito especial no além da vida: ela e outros que também advogaram em vida deverão agora continuar seu trabalho no além – porém a julgar as almas dos recém-falecidos. Seria aquela alma digna de adentrar o Paraíso, ou não mais digna que queimar no Inferno pela eternidade? Somente entidades como Break agora poderiam interferirem nestas questões transcendentais.

De autoria de James Kimmel Jr, “O Julgamento de Shemaya” leva o leitor ao plano do sobrenatural e nos faz questionar (talvez como nunca antes) a existência do outro lado. O sofrimento dos homens termina ao fecharmos os olhos pela última vez? Ou haveria este de ser apenas o princípio de um pesadelo eterno?