Coleção Nova Fronteira 50 anos #DicadeLivro!
Para comemorar as bodas de ouro, a Nova Fronteira separou grandes clássicos universais, que marcaram a trajetória editorial da companhia, para compor a Coleção 50 anos. As novas edições das 20 obras selecionadas serão divididas e lançadas em quatro lotes – o primeiro já está disponível nas livrarias do país. A editora agora lança a segunda leva de clássicos que reúne: A Náusea, de Jean-Paul Sartre, O Primeiro Homem, de Albert Camus, 50 Sonetos, de William Shakespeare, A Consciência de Zeno, de Italo Svevo, e A Câmara Clara, de Roland Barthes.
O romance A Náusea, publicado originalmente em 1938, é o primeiro livro do gênero escrito por Sartre. Nas páginas da obra, as reflexões do personagem Antoine Roquentin, narradas em forma de diário, versam sobre a estranha sensação de aversão ao ser humano e sua condição existencial – a náusea. O protagonista é símbolo de uma geração que descobre, perplexa, a ilogicidade da existência – cujos princípios seriam mais tarde postulados em O ser e o nada, principal obra filosófica do autor.
Outro título selecionado pela Nova Fronteira é O primeiro homem, romance inacabado de Albert Camus, que foi publicado pela filha do autor após a morte do pai em um acidente de carro em 1960. A obra, considerada autobiográfica, narra a infância de Jacques Cormer na Argélia francesa do início do século XX. O título da obra seria uma referência a Camus, que foi o “primeiro homem” de sua família a ter a oportunidade de ir além da extrema miséria e da guerra, e construir uma história diferente. Testamento literário e político, o livro reúne temas constantes no conjunto de obras do autor, como o absurdo da morte, o artista nômade, o conflito argelino e o eterno estrangeiro.
Entre as novas edições de clássicos lançados estão, ainda, A Consciência de Zeno e 50 Sonetos. A antologia reúne quase um terço dos poemas compostos por aquele considerado o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo: William Shakespeare. O título lançado pela Nova Fronteira conta com o prefácio de Antônio Houaiss e a cuidadosa e prestigiada tradução de Ivo Barroso. Considerada a obra prima de Italo Svevo, A consciência de Zeno narra a história de um empresário italiano que, já velho, resolve fazer o balanço de sua vida no consultório de um analista. De maneira implacável, sarcástica e, por vezes, cômica, Zeno Cosini reconta os inúmeros fracassos de sua trajetória.
O último título a compor este lote de clássicos da Coleção 50 anos é A Câmara Clara, de Roland Barthes. Neste livro, o autor explora a diferença entre os processos de reprodução de imagem – na câmara clara e na câmara escura – para mostrar que, sem a intervenção pessoal do observador, a fotografia seria apenas um registro documental. É a subjetividade humana que gera sentido à imagem. Sob a luz destas reflexões, a obra em si é uma meditação sobre a vida e morte.
O último título a compor este lote de clássicos da Coleção 50 anos é A Câmara Clara, de Roland Barthes. Neste livro, o autor explora a diferença entre os processos de reprodução de imagem – na câmara clara e na câmara escura – para mostrar que, sem a intervenção pessoal do observador, a fotografia seria apenas um registro documental. É a subjetividade humana que gera sentido à imagem. Sob a luz destas reflexões, a obra em si é uma meditação sobre a vida e morte.