Diretora de Razão e Sensibilidade acredita que Jane Austen dividiu sua personalidade entre Elinor e Marianne
Georgia Oakley comentou a relação entre razão e emoção na obra de Jane Austen e explicou por que decidiu colocar a relação entre as irmãs no centro da nova adaptação cinematográfica.

A nova adaptação de Razão e Sensibilidade, de Jane Austen, chega aos cinemas em 2026 sob a direção de Georgia Oakley, com Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles interpretando as irmãs Elinor e Marianne Dashwood.
Durante uma roundtable internacional de imprensa com a participação de Cris Siqueira, a cineasta falou sobre sua interpretação do romance e sobre como as personalidades das protagonistas representam diferentes maneiras de lidar com os sentimentos.
Questionada por Cris Siqueira sobre o significado de razão e sensibilidade após a realização do filme, Oakley explicou que sempre enxergou os dois conceitos como aspectos presentes em todas as pessoas.
“Eu acredito que era isso que Jane Austen estava tentando fazer: ela pegou o que existia dentro de si e dividiu entre essas duas personagens”, afirmou a diretora, ao apresentar sua interpretação da construção das protagonistas.
Para Oakley, Elinor e Marianne representam um conflito interior que pode ser reconhecido em qualquer pessoa. Embora uma seja conhecida por sua racionalidade e a outra por sua intensidade emocional, ambas carregam características que tradicionalmente associamos à irmã.
A diretora também destacou a interpretação de Daisy Edgar-Jones, explicando que a Elinor desta adaptação possui uma sensibilidade profunda, ainda que tenha aprendido a administrar suas emoções.

Uma história sobre mulheres e suas escolhas
Ao falar sobre o que considerava indispensável preservar do romance original, Oakley destacou a importância de mostrar as dificuldades enfrentadas por mulheres que tentavam construir suas próprias vidas numa sociedade organizada segundo regras estabelecidas pelos homens.
Essa perspectiva influenciou diretamente a abordagem da adaptação.
A diretora explicou que preferiu colocar a relação entre Elinor e Marianne no centro da narrativa, dando prioridade à experiência das irmãs em vez de concentrar a história exclusivamente em seus interesses amorosos.
Uma nova interpretação para um clássico
Oakley também comentou a comparação inevitável com a adaptação de 1995, dirigida por Ang Lee.
Segundo ela, o desafio maior foi assumir a responsabilidade de adaptar um romance tão amado, enquanto a existência de interpretações anteriores reforçava a possibilidade de diferentes leituras da mesma história.
Na produção de 2026, a cineasta buscou preservar a humanidade das protagonistas e explorar a relação entre razão e sensibilidade como uma experiência compartilhada pelas duas irmãs.
A nova adaptação é estrelada por Daisy Edgar-Jones como Elinor Dashwood e Esmé Creed-Miles como Marianne Dashwood.
Razão e Sensibilidade já está em cartaz nos cinemas brasileiros.
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