Conversamos com o elenco de O PASTOR E O GUERRILHEIRO

No último dia 13, rolou no Odeon, a pré estreia de O PASTOR E O GUERRILHEIRO, como parte da programação do Festival de cinema do Rio.

O evento contou com a presença do cineasta José Eduardo Belmonte, dos membro do elenco Túlio Starling, Gabriela Corrêa, Ana Hartmann.

Além dos nomes mencionados Johnny Massaro e Julia Dalavia também se fizeram presentes e tivemos a oportunidade de conversar com os dois sobre expectativas e a importância do longa, sobretudo nos dias atuais.

“Eu acho de uma importância absoluta né?! O cinema reflete muito, não só o nosso passado como, sobretudo, o nosso presente, mas também ele projeta uma perspectiva de futuro, então acredito que filmes como O PASTOR E O GUERRILHEIRO, que embora você olha assim pelo título e pense que é sobre uma coisa, na verdade o que a gente está falando ali, através do encarceramento destas duas figuras, é sobre a possibilidade e a possibilidade da gente dialogar, mesmo com que é diferente, aliás, principalmente com quem é diferente… Falar com quem n´s temos intimidade é simples, mas agora, como a gente dialoga com quem não pensa como a gente… Mas a gente precisa né? Pois nós somos 8 milhões de seres humanos nesse planeta, então a gente precisa pensar em soluções coletivas porque estamos aqui dividindo o mesmo lugar, o mesmo espaço, o mesmo tempo, então o cinema, sobretudo esse filme, toca em tudo isso de uma forma muito comovente… A gente tem visto o quão fácil é destruir as coisas, é simples, difícil mesmo é a gente construir… E o filme propões construção, a partir das ruinas que a ditadura militar…” – Explicou Johnny.

“Eu acho que tenho que acreditar que houve uma evolução e depois de tanto tempo… da gente caminhando, da gente desabrochando como um país novo na democracia, então eu espero que o filme relembre a história do nosso país, a história que muita gente, de alguma forma, não teve acesso, ou não lembra mesmo, eu acho que, foram pessoas muito importantes que lutaram para estar onde a gente está agora.. E eu espero que isso seja honrado e seja levado em consideração e que a gente possa olhar para nossa história e se emocionar, se orgulhar, e fazer certo” – Reflete Julia

Produzido por Nilson Rodrigues e com o roteiro de Josefina Trotta, inspirado em uma história real de José Eduardo Belmonte, o filme foi rodado no Estado do Tocantins, às margens do Rio Araguaia, e em Brasília, e conta com a produção executiva de Caetano Curi, direção de fotografia de Bárbara Alvarez, direção de arte de Ana Paula Cardoso, direção de produção de Larissa Rolin, música de Sascha Kratzer e figurino de Diana Brandão.

“O Belmonte ele fez um trabalho de sala de ensaio muito especial… ele estava muito interessado na gente, enquanto elenco teria a oferecer para a historia… Então a gente improvisava assembleia, e discussões, e brigas, e greve e enfrentamentos na sala de ensaio… Então quando fomos para o filme, isso tudo já estava projetado… E paralelo a isso, eu tive um trabalho muito intenso de emagrecimento por conta do meu personagem ficar muito tempo preso… Mas esse processo funciona muito para a preparação pois te coloca em um estado de sensibilidade, além do próprio contexto te colocar neste lugar.” – Comentou Johnny sobre sua preparação para o personagem.

A trama se passa nas décadas de 1960, 1970 e nos últimos dias de 1999, na virada do milênio. Em 1968, o jovem comunista João deixa a universidade e vai para uma guerrilha na Amazônia. Lá ele é preso, torturado e enviado para a prisão em Brasília, onde encontra Zaqueu, um cristão evangélico, preso por engano. Eles sofrem juntos, superam diferenças ideológicas, se ajudam e marcam um encontro para 26 anos depois, à meia-noite, na virada do milênio, em cima da Torre de TV de Brasília.

Com distribuição da A2 Filmes, a estreia do filme O PASTOR E O GUERRILHEIRO aconteceu no Festival de Gramado deste ano e o filme chegará em 26 de janeiro de 2023 nos cinemas brasileiros.

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