Conversamos com o elenco de AS VERDADES, novo thriller nacional

No próximo dia 30, chega aos cinemas AS VERDADES. O thriller policial dirigido por José Eduardo Belmonte investiga um crime por três perspectivas distintas.

Tivemos a oportunidade de conversar, não somente com Belmonte como também com Bianca Bin e Thomás Aquino que nos deram seu olhar sobre o longa.

Na trama, o policial Josué, vivido por Lázaro Ramos, tenta desvendar quem é o culpado por um crime cometido contra Valmir (Zé Carlos Machado), candidato a prefeito de um pequeno município do litoral baiano. Josué conhece bem a região, outrora viveu lá e de volta ao município, caiu de paraquedas no caso, que envolve Francisca, noiva de Valmir e antigo interesse amoroso de Josué. Em busca de respostas, ele ouve as versões de Cícero, um matador de aluguel, Francisca, a noiva da vítima, e a do próprio Valmir.

E o que ele e nós espectadores descobrimos é que tal crime vai muito além.

“Eu acho que teve uma coisa muito interessante que foi colocar a moralidade do público em check… Esse foi um achado bom do Pedro [Roteirista], você desconfiar… dela que contava a verdade… Eu acho que isso era muito interessante na armação. O que eu acho interessante nessa história e que eu fico brincando é que esse é um thriller existencial… E eu sempre gostei disso, da dificuldade das pessoas se conectarem com a realidade… E quando eu recebi o roteiro e fui vendo, eu vi que a história era muito maior, era muito mais investigação de uma cultura e de um lugar… Do que de um crime especificamente… Esse crime vem se repetindo a anos. Por que esse crime se repete? Acho que essa é a grande pergunta do roteiro…” – Explica Belmonte

Particularmente sou uma aficionada por produções que vão além do entretenimento e mergulham de cabeça no social, e AS VERDADES me surpreendeu exatamente por isso. Ele não é só mais um thriller investigativo, ele é uma crítica social potente sobre como mulheres -ainda hoje- são tratadas pela sociedade.

Bianca Bin, protagonista desta trama, dá vida à Francisca, essa mulher cheia de dores e traumas que tenta sobreviver dia após dia. Ela nos fala da importância de se contar essa história:

“Eu acho que a nossa função como artista é exatamente de convidar a reflexão. A intenção é que o público se reconheça, se identifique com a história e a se fortaleça e compreenda sua própria história. Porque tem muita coisa que a gente vive, principalmente esses traumas, esses abusos, essas violências, que a gente não elabora, ainda mais quando é criança, mas que está no nosso ser. A minha personagem é deprimida, ela sente um vazio existencial desesperador. E é por isso que ela não se encontra em lugar nenhum, é por isso que ela não se encaixa em lugar nenhum, não se sente pertencente a nada nem ninguém… Mas é bonito de ver a trajetória, e essa libertação. E eu acho que a minha função enquanto atriz é essa mesma, é convidar a reflexão e também esperar pelo reconhecimento de empatia, que as pessoas caminhem em direção a um mundo melhor, que sejam tocadas, transformadas, que a gente vá pelo amor, harmonia… Eu acho que nossa função é essa. É isso que eu prego.”

Belmonte também nos falou sobre a escolha da Bahia e do litoral como cenário: “Eu acho que tinha que ser um lugar que não tivesse a aparência tão árida e que por trás daquela beleza se descobre que existe muitas outras coisas… Eu acho que a Bahia é mais por um valor simbólico, afinal o Brasil começou lá. Eu acho que isso me pegou muito.”

E para finalizar, Thomás Aquino definiu o que AS VERDADES significa para ele: “As verdades significa uma questão de princípio ético. O quão ético você deseja ser, ou você quer ser, ou você é. Porque eu acredito que para a gente mudar uma estrutura e para transformar uma país, como democrático , a gente precisa pensar no outro, no coletivo. Então a partir do momento que a gente conta uma versão da nossa história, a gente está difamando a imagem de alguém, a gente está prejudicando alguém. Então esse filme para mim retrata o posicionamento político e ético de quão você quer viver de bem com o próximo, no que se refere ao amor próprio e amor coletivo. Então para mim AS VERDADES representa isso, porque as vezes 10 mentiras contadas, acaba se tornando a verdade, e nesse país, nessa atual conjuntura política que vivemos hoje, chegou o momento que de transformar as mentiras em verdade… Então esse filme retrata muito isso para mim, a questão ética e individual de cada um.”

O filme ainda conta com Drica Moraes e Edvana Carvalho; e o roteiro é de Pedro Furtado.

As Verdades uma grata surpresa nesta nova leva de filmes nacionais chegando aos cinemas, e uma grande opção para os que amam um bom suspense, além de promover uma reflexão ímpar.

As Verdades chega em 30 de junho aos cinemas Brasileiros. Garanta seu ingresso no app/site da Ingresso.com.

LEIA MAIS SOBRE FILMES