Ontem a noite eu fui assistir o novo filme do Wolverine (chamado de Wolverine – Imortal), eu gostei muito do filme e fiquei especialmente animado para assistir o próximo filme dos X-Men, que vai demorar muito para chegar aos cinemas. Vou logo avisando que, eu não tenho escrúpulos com spoilers e, se você não gosta de spoiler, é melhor parar de ler meu texto aqui. Não estou dizendo que eu vá das spoilers (não estão nos meus planos), mas eu não irei me fazer de rogado caso a oportunidade apareça.

 

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Por que eu gostei do filme? Sinceramente, acho que eu gostei por que fui ao cinema esperando outro X-Men: Origens e fui surpreendido por um filme muito melhor do que aquela catástrofe. Está certo que, ser melhor do que o último filme solo do mutante não é uma façanha muito difícil. Mas, ainda assim, isso me deixou agradavelmente surpreso. Mas, deixe-me falar um pouco do filme em si. Dirigido por James Mangold, o filme se baseia na saga japonesa de Wolverine, quando ele vai para Tóquio, se apaixona por Mariko e enfrenta o samurai prateado.

 

Eu não gosto do Wolverine, para ser sincero. Não sou muito fã de personagens tipo anti-heróis e Wolverine é meio que a personificação desse conceito. Porém, esse filme mostra que ele é muito mais que um anti-herói. Esse filme deu ao personagem um profundidade que eu, até então, não conhecia. As cenas de ações foram muito legais e bem feitas. O cenário japonês abriu espaço para a presença de ninjas, samurais e artes marciais e isso foi muito legal. Foi empolgante ver o mutante canadense usando suas garras contra inimigos usando katanás. O fato dele passar boa parte do filme sem o fator cura faz com que a ação fique bem mais letal e emocionante.

 

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Achei o acervo de personagens muito bem feito. A Yukio é uma personagem bem legal e interessante (e eu adorei o vestuário dela), a Mariko é realmente linda, de uma forma não vulgar que a torna digna de ser objeto do amor de Logan. O único personagem que eu não gostei foi o marido dela (cujo nome não lembro), pois achei que ele ficou um personagem muito clichê e estereotipado.

 

Agora, deixem-me falar um pouco sobre o que eu não gostei do filme. Primeiro de tudo, qual foi a de colocar um sonho com a Jean a cada cinco minutos? Que coisa chata. Hollywood tá com essa nova mania (que precisa, seriamente, ir embora) de colocar cenas de flashbacks e sonhos (isso quando não é um flashback dentro de um sonho) em seus filmes. Isso era até legal, quando estava começando, mas agora isso precisa ir embora. Como ferramenta narrativa, ela foi usada demais está cansando.

 

A segunda coisa que eu não gostei foi a falta de realismo em algumas cenas. Ok, é um filme de mutante e ele é capaz de fazer cosias absurdas e, esperar realismo de um filme desses não faz sentido. Mas, sério, qual foi a cena do trem-bala?

 

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Eu amei essa cena. Foi a melhor cena de ação do filme, pois foi diferente de um simples combate. Havia elementos externos que influenciavam na batalha e eu entendi a escolha do diretor em colocar essa cena. Além disso, ela me remeteu à cena em que o Homem Aranha enfrenta o Dr. Ocktopus em cima do metrô, em Homem Aranha 2, e essa é, até hoje, uma das minhas cenas favoritas de combates de filme de herói.

 

Mas, de um ponto de vista realista, a cena não tinha como ter acontecido. Aquilo era um trem-bala. TREM-BALA. Menos de 5 minutos antes, Logan tinha comentado que aquele trem corria a uns 400 quilômetros por hora. Seria impossível alguém se manter pendurado naquela velocidade usando apenas uma faca.

 

Eu até aceito o Wolverine ter feito o que fez, por que. Bem, primeiro, ele tem as garras dele, que são super fodas e, segundo, ele tem um esqueleto de adamantium que faz com que ele seja super pesado e, por conta disso, seria mais difícil que ele voasse com a velocidade do trem. Mas, o cara da Yakuza é só um cara normal e, pra mim, é meio inaceitável que ele tenha conseguido se segurar no trem.

 

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Mas, esses são pequenos pontos que você consegue superar ao assistir esse filme que, na minha opinião geral, foi bom e vale a pena ser visto. E, mesmo que você não goste do filme, a cena pós-crédito foi instigante o suficiente para fazer tudo valer a pena.

 

Perfil Bruno

Bruno Machado

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