We are The Walking Deads

-por , em 20/03 -
We are The Walking Deads

O impressionante final de “The Walking Dead” me deixou de cabelos em pé muito antes de começar. O penúltimo episódio da segunda temporada terminou para nos deixar malucos, e sinceramente, conseguiu! Aquela horda de zumbis prestes a invadir a fazenda e terminar com a vida de “faz de conta” que Rick e seus amigos montaram… A morte de Shane, a descoberta de que para virar zumbi não é necessário ser mordido, a reviravolta na relação de Carl com as mortes…Tudo contribuiu para nos deixar mais apaixonados e mais impressionados com o roteiro da série.

 

Li muitos comentários no post da semana passada The Walking Dead tirando o sono que chegam a ser engraçados. Nem todo mundo lê a HQ e sinceramente, não é obrigatória a leitura, acho que ainda moramos em um mundo livre, não? Por isso, terei dúvidas sim, me impressionarei sim e ficarei triste ou feliz com a morte de personagens, porque simplesmente não conheço a história e cada episódio é uma surpresa! Realmente não me importo em não ler a HQ, estou gostando demais do seriado para me incomodar… Sobre o último episódio desta segunda temporada, o que dizer? Ele passou mais rápido do que qualquer outro episódio na minha vida. Não sei se era a ansiedade, a empolgação ou a curiosidade sobre o que iria acontecer, mas gente… Parece que o episódio durou menos de 20 minutos.

 

A começar pelas cenas inicias da cidade, o helicóptero passando (que eu acho que já é um presságio do tal governador que todo mundo tanto comenta ~ até porque aparentemente a galerinha do Rick está muito perto de uma fortalezinha né? Será que é lá que fica o tal governador?), os zumbis seguindo para o campo, a horda chegando na fazenda, quebrando as madeiras, a lentidão na percepção do Rick no momento em que estava conversando com Carl… Enfim, muitas coisas tensas que me fizeram gritar e torcer naquele momento!

 

E o que foi a Lori percebendo horas depois que seu filho tinha sumido? Essa mulher tem surtos de maternidade, cheguei à esta conclusão. Ela lembra muito tempo depois sempre que o menino resolve se aventurar pela fazenda. É muito relaxamento para quem aparentar estar sempre estressada e tensa. Bom, a decisão do pessoal de pegar o carro foi ótima, realmente as cenas ficaram muito mais dinâmicas e animadas com aquele game maluco de carros girando pela fazenda enquanto atiradores (super bem treinados, por sinal) ganhavam seus 1000 pontos nos Headshots espetaculares (obrigada ao Shane pelo treinamento pesado que deu ao pessoal.

 

Até mesmo a Lori que batia no peito com frases como “eu não estou aqui para atirar e treinar para guerras, deixe isso para os homens” em suas discussões com Andreia, ficou para trás. Quando se viu cercada, pegou sua arma e pá! Headshot extreme! Bom, que estão todos preparadíssimos para um ataque desses, ninguém mais pode negar! Agora a Andreia, preciso comentar que essa mulher não bate muito bem das idéias. O que leva uma pessoa a descer da caminhonete e dizer “entrem!!!” e pronto? A mulher simplesmente resolveu brincar de matar zumbis à queima roupa… Mas jamais eu faria isso, desceria do carro e gritaria “entra logo e vamos embora”.

 

Mas nããããão, ela precisa ser heroína né? E como teria a entrada da nova personagem e a fuga com energia infinita pela floresta se ela não tomasse decisões malucas como essa???

 

A tal da Michonne, uma das personagens favoritas de todos os fãs da HQ fez sua entrada na série de forma espetacular, simples, mas espetacular. Veja a imagem ao lado e me diga se eles não capricharam na entrada dela. Eu gostei e acho que ela é exatamente o que Andreia precisa para deixar de ser a personagem mala que é (mais uma vez, essa é a minha opinião e acho essa pessoa muito chata mesmo), uma personagem mulher que aprendeu a lidar com o apocalipse zumbi sozinha, sem um grupo lhe defendendo e que deve ter o mesmo desapego insano que Andreia tem com relação a vida. Adorei. Vamos ver o que ela trará de bom na terceira temporada, as expectativas sobre sua presença estão enormes! Mas mudando de assunto agora, e aquele tal de Glenn com seu repentino e inesperado “eu te amo”? Se coloquem no lugar daquela menina que ele namora (que eu nunca lembro o nome, tamanha insignificância)… A mulher fugiu do ataque deixando casa, pai e irmã para trás, ficou sozinha em um carro com um cara que ela conheceu há poucos meses, mas que mesmo assim insiste que o ama. O cara tinha “defecado” sobre o “eu te amo” que ela disse e nunca mais tocou no assunto.

 

Resultado: desespero! Claro que a menina ia ficar desesperada, chorando, tensa e querendo uma solução rápida para sua vida. Glenn, iluminado pelos deuses orientais mandou seu “eu te amo” e salvou tudo. Ela riu, se acalmou e como se estivessem em um passeio de férias retornaram para a auto estrada para encontrar o resto do grupo, coisa que ela não queria de jeito nenhum… Fala sério, isso sim é um “eu te amo” poderoso.

 

O reencontro: O que foi aquele reencontro na auto estrada? O carro com a mensagem para Sophia deixado para trás (fiquem espertos, em um apocalipse zumbi, ninguém tem tempo para chorar as mágoas por muito tempo), as caras de todo mundo quando Rick resolver acampar na estrada e, a parte que eu mais gostei, as frases bombásticas que fizeram todo mundo ficar arrepiado: “Nós estamos todos infectados” & “Acabou a democracia”. Porque gente, para que democracia nesse momento? As pessoas só reclamam, criticam e choram. O Rick carrega o peso de ser líder do grupo sem nunca ter pedido por isso, sua esposa e filho sobrevivem sempre e isso deve incomodar todo mundo, seu melhor amigo pegava sua esposa, queria ser pai de seu filho e queria matá-lo a qualquer custo. Pensa só, se coloca no lugar dele. A vida não está nada fácil para o Rick. Pensem nisso!!! Que bom que ele acabou com a democracia, demorou muito, por sinal, mas pelo menos acabou a palhaçada…rsss…

 

Como não era surpresa para ninguém, o último episódio da segunda temporada bateu todos os recordes de audiência, marcou um número de nada mais, nada menos do que 9 milhões de expectadores, o maior número já registrado para uma série nos Estados Unidos. O mais legal é saber que os dois recordes anteriores eram do próprio The Walking Dead com a estréia de seu primeiro episódio da primeira temporada e o season finale da também primeira temporada.

 

Agora, como sempre, nos resta esperar a próxima “fall season” para ter The Walking Dead em nossas vidas novamente. Vai ser tenso, mas tenho uma ótima opção para indicar para vocês, uma série que teve sua estréia mundial ontem mesmo, dia 18 de março (melhor dia, impossível). Fiquem ligados aqui na Coxinha Séries que já já explico tudo para vocês!

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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